Porque preconizo a equiparação dos direitos civis e politicos das mulheres aos dos homens, EUFÊMEA pode ser um blog feminista. Porque sou admiradora confessa de Catarina Eufémia, EUFÊMEA pode ser considerado um blog reivindicativo, contestatário, lutador. Porque - ainda por cima - sou alentejana e baleizoeira, EUFÊMEA é também um blog isento de eufemismos.
quinta-feira, 1 de julho de 2010
quarta-feira, 30 de junho de 2010
DESMAGINA-TE
Diz que há mais serviços.
Diz que há mais comércio.
Diz que há mais turismo.
Diz que há mais cultura.
Diz que há mais qualidade de vida.
Diz que há mais empregos.
Diz que já houve milhares de migrantes.
Diz que muitos são bejenses.
Diz que me desmagine de uma vez por todas.
Diz que desista dessa merda.
Diz que sim.
Diz que não concorra a mais concursos como o da C. M. de Castro V.
Diz que o Correio Alentejo ao lançar o seu fez bluff.
Diz que a Rádio Pax ao abrir o dela estava off: pagava 700€ mês.
Diz que o Diário do Alentejo tao pouco o abrirá.
Diz que não faça mais projectos como aquele e como o outro.
Diz que isto afinal é bom.
Há mais oferta. De tudo.
Diz que sim.
Matiné



terça-feira, 29 de junho de 2010
segunda-feira, 28 de junho de 2010
domingo, 27 de junho de 2010
ver a vista
As pessoas são simpáticas pá. As pe-sso-a-s s-ã-o sim-pá-ti-cas. É verdade! O Bruno Pires sabendo que eu estava doente dos olhinhos enviou-me um mail com esta fotografia e um belíssimo trocadilho que dizia assim: "ver a vista". E eu acho isto tão bonito! Mas tão bonito...sexta-feira, 25 de junho de 2010
ensaio sobre a vesguice
quando a ficção dá lugar à novela um género ainda menor que a literatura de cordel
quinta-feira, 24 de junho de 2010
quarta-feira, 23 de junho de 2010
é só para dizer que...
terça-feira, 22 de junho de 2010
Em paralelo acolhem-se residências artísticas de criação. Abrem-se as candidaturas, analisam-se as propostas, calendarizam-se as vindas e coreógrafos, bailarinos, encenadores e actores, nacionais e internacionais e sobretudo emergentes, desenvolvem no sítio o seu trabalho. Temos estúdios, material técnico, camas, cozinha, balneários para toda a gente. No final destas residências apresentam-se ensaios abertos à comunidade dando a conhecer o trabalho desenvolvido no sítio.
ensaios abertos / performance
Ontem...enchi-me de lata e...
segunda-feira, 21 de junho de 2010
relações únicas
Certo, certo é que a personalidade felina inspirou muitos escritores, poetas e pensadores ao longo dos tempos.
Anton Tchekov, Hermann Hesse, Lewis Caroll, Honoré de Balzac, Alberto Moravia, Jorge Amado, Alexandre Dumas, Charles Dickens são apenas alguns exemplos de criadores apaixonados por gatos.
O musical Cats, encenado na Brodway, resultou de um poema de T.S. Eliot, O Nome dos Gatos.
O célebre poema Ode aos Gatos é da autoria de Pablo Neruda.
Victor Hugo escrevia para os seus gatos num diário.
Jorge Luís Borges deixou-se fotografar inúmeras vezes com a sua gata branca.
Baudelaire, em Fleurs du Mal, dedica três poemas aos felinos.
Ernest Hemingway deixou os seus 50 gatos protegidos em testamento.
E o mais interessante: foi feito um estudo para catalogar os gatos que vivem nas bibliotecas de todo o Mundo (Library Cats Map).
domingo, 20 de junho de 2010
ALMOÇO - à la carte
sábado, 19 de junho de 2010
e-mail 02:09
FILHA,
Porque sei que não pudeste estar presente na homenagem e entrega da medalha da cidade, a título póstumo, ao Figueira Mestre, junto mando algumas notas para tua informação, assim como as fotos possíveis do lugar onde estava a presenciar esta mais que merecida homenagem ao nosso amigo comum.
A qualidade das intervenções e o vídeo apresentado retrataram de uma forma global o homem, o escritor, o bibliotecário, o cidadão e o seu contributo para uma ideia diferente de cidade, em busca de um modelo de desenvolvimento mais moderno, mais humano, mais consentâneo com o tempo presente.
Sobre os intervenientes… lerás noutros locais.
A razão porque também te envio estas notas é porque te quero transmitir duas ou três ideias fortes que me ficaram desta noite, que sei que também te são caras porque com ele colaboraste em diversas ocasiões nomeadamente na revista RODAPÉ também lá muito justamente relembrada.
Assim, retenho além da interessante análise literária dos seus escritos, um apelo para o relançamento da revisa RODAPÉ, a criação de um PRÉMIO LITERÁRIO, um apelo do Baiôa para que a cidade passe a homenagear em vida os que "não é a vida que passa por eles" mas sim os que, nesta terra, "passam pela vida".
Fiquei reflectindo nesta última frase do Figueira, lá referida algumas vezes e parece-me ter encontrado a razão de ser desta atitude: os medíocres não homenageiam os que se dedicam a uma causa, a um projecto, ao estudo de uma forma desinteressada, pois os medíocres ameaçam menos, são sempre menos "perigosos".
A organização esteve óptima, à altura da qualidade que a biblioteca José Saramago, (também lá lembrado esta noite) nos tem habituado, a leitura de textos e demais testemunhos não poderiam ser melhor escolhida.
Seria bom que compilassem as intervenções e testemunhos proferidos.
A exposição está óptima. Retrata uma ideia da produção artística da época do Figueira, acompanhada pela distribuição de um texto escrito por amigos.
Um Abraço
Beijinhos.
sexta-feira, 18 de junho de 2010
ólha a balbúrdia!
Obrigado
Jangada de Pedra, Memorial do Convento, História do Cerco de Lisboa e tantos outros estão misturados na minha cabeça, mas é Levantado do Chão que mais me verga ao autor.
Obrigado, Saramago.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
telegrama
Estreou o Cabotino e eu não pude ir ver.
Homenageia-se o Figueira Mestre e eu não posso estar.
Soube que não vou receber subsídio de férias. Diz que "não há dinheiro".
Comprei o DN e ouvi e gostei do Baile Popular.
O PSD deu o voto favorável ao relatório da Comissão de Inquérito sobre o caso PT/TVI. Tantos meses à chapada e não conseguem provar que Sócrates é um mentiroso.
Ando a construir um novo blogue, mas não sei quando estará on-line.
Almocei com o meu pai no Vegetariano. Até ele gosta!
A roupa já está seca e eu não vou recolhe-la porque não me apetece.
O Diário do Alentejo, o Correio Alentejo e o Alentejo Popular vão editar umas páginas que me interessam. Agradeço que me comprem um exemplar.
Amanhã é dia de escola e toca a rir. Vou-me deitar.
questões estéticas
quarta-feira, 16 de junho de 2010
CIRCO
terça-feira, 15 de junho de 2010
segunda-feira, 14 de junho de 2010
a minha gatinha
domingo, 13 de junho de 2010
época balneária
sábado, 12 de junho de 2010
Crise?
AH! E esqueci-me! Das Marchas de Lisboa e dos casamentos de Santo António.
Será que ninguém tem coragem para acabar com estas palhaçadas todas de uma vez?
segunda-feira, 7 de junho de 2010
O meu sofá
Aquele trambolho do Banco de Portugal já é vice presidente do Banco Central Europeu;
Pensava que se premiava o mérito;
Hoje fui ao Pingo Doce e comprei dois Tiramisu e já os comi;
O problema é que o meu sofá tem visgo;
Tenho saudades da gata que não tenho;
Já sei que nome lhe vou dar, mas não digo;
Tenho máquina fotográfica outra vez;
Apetece-me ir ver o Pablo Milanês;
E o Cabotino;
Mas...o meu sofá tem visgo;
A economia da zona euro vai subir abaixo das expectativas;
E comprei dois vestidos de Verão;
Ah... e se vocês soubessem como é bom o meu sofá ter visgo.
Visgo - substância viscosa obtida a partir da casca do azevinho e que se emprega para apanhar pequenas aves. Engodo. Atractivo. Isco. Aquele que atrai, seduz ou prende.
domingo, 6 de junho de 2010
Baleizão, mulheres, homens, aniversário da morte de Catarina, Graça, Álvaro e tantos outros sem nome e vistos da janela
Eram dias de festa na aldeia. Instalava-se uma confusão organizada. Vinha gente de fora, dos sítios longínquos para onde foram empurrados à custa da custosa emigração. Das Suíças, das Alemanhas, das Franças. De todo o país. Acreditavam num destino melhor, maior, supremo. Menos sofrido.
Instalavam-se barracas na rua. De vendedores de gelados de dois sabores, de tremoços, de algodão doce, de pães com linguiça. Fechava-se o comércio e as tabernas. Engalanavam-se as janelas.
E, num caso como noutro, gritavam-se palavras de ordem fossem elas alto e bom som e de punho erguido, fossem elas murmuradas de olhos baixos assentes nas mãos enleadas nos crucifixos.
A peregrinação terminava no largo da aldeia e se Álvaro subia à tribuna para discursar, Graça a Nossa (ou deles) Senhora, padroeira da terra subia novamente ao altar. Quem está acima de nós deve sempre estar elevado para que possamos vê-lo e venerá-lo melhor.
Eu via-os primeiro em Maio, depois em Agosto. Via-os da perspectiva de uma criança de 5, 6, 7 ou mais anos. E sempre da janela. A passar. Via-os assim. Como dois motivos de festa.
Hoje interrogo-me porque tais memórias me assaltam e sinto que não conseguir explicar porque razões os meus conterrâneos se entregavam, como nenhum outro povo, à celebração daquilo que é relativo a um domínio interdito e inviolável e que suscita a veneração, o sagrado, no caso a Nossa Senhora da Graça que enchiam de notas para pagar preces e promessas, ao mesmo tempo que o faziam com o profano, Cunhal que eles próprios investiam de uma determinada dignidade religiosa, tornando-o bendito, abençoado e quase santificado.
sábado, 5 de junho de 2010
Miiiiauuu
sexta-feira, 4 de junho de 2010
baila comigo
quinta-feira, 3 de junho de 2010
mulher de governo


quarta-feira, 2 de junho de 2010
o meu pesseguinho
Quando o pesseguinho vem à minha casa fica a ver desenhos animados no computador e ri-se muito muito com os disparates dos bonecos. Também os vê na televisão e também comemos excepcionalmente no sofá ou no chão.
O meu pesseguinho deixa um rasto, uma espécie de caos repleto de significados: papelinhos, fiozinhos, bonequinhos, desenhos tudo bem espalhadinho.
Ele dormiu cá em casa. Às vezes, ele e a mãe vêm dormir cá a casa. Montamos o acampamento: eles sobem para a minha cama eu fico num colchão no chão. Pediu-me um peluche. Fiquei aflita. Eu já não tenho peluches apesar de ter uma gaveta cheia de brinquedos. Fui lá pesquisar e encontrei o Princepezinho tamanho de um palmo. Dei-lho. Ainda refilou que queria um fofinho daqueles com pêlo, mas lá se conformou e dormiu tranquilo.
No dia seguinte fiquei de levá-lo à escola. A mãe sai mais cedo e ele assim pode dormir mais. Fiz-lhe um leitinho de biberon. Pediu-me com beicinho para ficar mais um bocadinho a dormitar. Ficou. A seguir, com muitos beijinhos, lá acordou. Chegou a altura de se vestir e o meu pesseguinho começou a chorar. Eu não estava a perceber. Não queria vestir a t-shirt. Não queria. Não queria. Perguntei-lhe porquê e ele só chorava. Queria a blusa do dia anterior. A verde. Expliquei-lhe que a mãe a tinha levado para lavar, que estava suja (mentindo só para ver se ele se convencia). Não funcionou. Mostrei-lhe as minhas t-shirt's todas. Não dava, não serviam. E eis que ele me diz em soluços "Tia não quero essa blusa porque os meninos gozam comigo na escola". Levei um murro no estômago! Não esperava aquilo. Fui imediatamente buscar a blusa do dia anterior e vesti-lha. Acabou-se o choro e as lágrimas. A outra blusa era, de facto, pouco convencional, mas...
O meu sobrinho tem quatro anos. E eu chamo a isto bullying.
Fomos contentes com a camisola cravada em nódoas e ainda por cima sem bata. Não gosto de fardas, batas, etecetera, mas percebo que é bom que elas existam. O que têm de mau têm de bom: uniformizam, anulam as diferenças.
Contei tudo à educadora. Ela tem um trabalho a fazer dentro da sua sala de aula. Urge.
segunda-feira, 31 de maio de 2010
quem espera sempre alcança
domingo, 30 de maio de 2010
EPBJC/CGTP
sábado, 29 de maio de 2010
sexta-feira, 28 de maio de 2010
P(R)EC
Estás a favor do desaparecimento das medidas anti-crise? Que previam o alargamento do subsídio de desemprego e o subsídio de contractação de jovens?
Estás a favor dos cortes nas prestações sociais?
Estás a favor da diminuição dos valores do subsídio de desemprego?
Estás a favor dos aumentos no irs?
Estás a favor dos aumentos do iva nomeadamente dos bens essenciais?
Estás a favor das privatizações das empresas nacionais?
Não estás, pois não?
Então adere já ao Processo Revolucionário em Curso.
Alinha no PREC e caga no PEC.
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Quem é? Quem é?
quarta-feira, 26 de maio de 2010
"A culpa desta merda é dos partidos, pá!"
Não costumo comentar as peças que vejo. Quase semanalmente - diga-se! Não sou presunçosa ao ponto de o fazer, mas desta vez é diferente. É diferente porque foram lá abordados temas que a todos os bejenses, a todos os jovens e a todos os criadores deveriam dar que pensar.
Gostei dos textos escolhidos: o primeiro de Luiz Pacheco o segundo de José Mário Branco, duas figuras incontornáveis da cultura portuguesa. Dois discursos de desalento, de cansaço, de revolta, de inconformismo. De esperança. E um terceiro de António Revez, o actor, o encenador. Curto, grosso, directo, assertivo, perspicaz e chamando a atenção para questões como:
Em causa (e dito em palco), aliás o leit motiv desta peça: os 50 mil euros de subsídio que eram atribuídos às Lendias e que passaram, após este executivo tomar posse, a ser apenas 27 mil e quinhentos euros, sendo igual soma atribuída à outra companhia de teatro profissional do concelho que já recebe do Ministério da Cultura 100 mil euros.
Ora bem! A questão que fica é, quanto a mim a seguinte: a que se deve esta redução? Querer nivelar ambas as companhias pela mesma bitola? Ser justo? Não entrar em guerras beneficiando uns em detrimento dos outros?
Puro desconhecimento - digo eu! E porquê? Porque falta no processo um elemento fundamental: a AVALIAÇÃO. Não se podem nem se devem atribuir dinheiros públicos nem às instituições de teatro, de cinema, de música, de dança ou quaisquer outras sem que exista avaliação. CRITÉRIOS.
Ser do partido A ou ser do partido B não é um critério válido, embora haja quem alegue que isso deveria bastar ou possa ter bastado em tempos idos. Assim, é urgente definir outros. Fazer um inquérito às associações do concelho, averiguar que materiais de som, vídeo, luz têm. Que condições para ensaios têm. Que número de pessoas empregam. Quantos espectáculos criam por ano (estreias, atenção!), quantas itinerâncias fazem, quantas acções de formação, que públicos visam atingir e que públicos atingem, etecetera, etecetera, etecetera.
E, então, a partir daí e da aferição da qualidade dos trabalhos, então, dizia, atribuir um subsídio mediante a realização de um protocolo, um contrato programa onde ficassem definidas as obrigações de ambas as partes. Não se percebe, por exemplo, porque razão uma autarquia subsisdia uma companhia de teatro e não inclui nos seus serviços de comunicação a realização de notas de imprensa sobre os espectáculos, a concepção, impressão e distribuição de cartazes entre outros meios de divulgação ao seu dispor. Isto e muito mais, como por exemplo, a articulação com os diferentes sectores educativo e cultural da autarquia, deveria constar do referido contrato programa.
Bom, mas a questão que se coloca a seguir e que é pertinente é a seguinte: quem faz a avaliação?
Sugiro para o Pax-Julia Teatro Municipal, para a Biblioteca Municipal, para o Museu Regional e para outras tantas entidades que prestam serviços públicos que se criem no seio destas instituições aquilo que eu própria crio na minha vida: um CONSELHO CONSULTIVO.
Se queremos ser democratas e transparentes criemos conselhos consultivos constituídos por pessoas idóneas representativas das diferentes áreas da siciedade civil, dos diferentes partidos, das diferentes religiões e interessas e já agora de diferentes idades e géneros.
Assim, as decisões não serão autocráticas, têm que ser justificadas, a programação não é casuística, não corre riscos de ser enviezada, pode ser mais plural, mais justa, bem como os ditos subsídios a que nos referimos.
O povo costuma dizer que "quem não deve não teme", pois então! Do que estão à espera?
Não nos "obriguem a vir para a rua gritar" e dar razão ao Zé Mário Branco que diz que "a culpa desta merda é dos partidos".
Nota de Rodapé: discordo em absoluto com partes das opiniões veiculadas acerca deste tema em Viagra e Prozac e em Ponto sem Nó, blogues bejenses.
terça-feira, 25 de maio de 2010
Pesquisas on-line
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Começar o dia
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Se ela quisesse...
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Um programador é...
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Abençoados!
E eu pensei…que me cheirava a Estado Novo, a salazarismo, a fascismo. Pensei que nada daquilo me fazia sentido. Pensei que se tratava de celebrar a tradição e que eu própria não sabia o que era a tradição. Pensei ainda que uma mera licenciatura não merecia tudo isto. Era só mais um passo na vida a seguir a outro passo da vida. Uma ordem natural das coisas.
Mas não. Não é ainda assim. Para muita gente não é ainda assim. A licenciatura dos filhos é a primeira e a única na família. Representa um patamar diferente no seu estatuto. Ou pelo menos ambiciona-se que assim seja. É uma vaidade. É o sonho dos pais tornado realidade. É um orgulho. Trinta e seis anos após o 25 de Abril que democratizou e bem o acesso ao ensino superior, tirar uma licenciatura ainda é uma festa. Pode ser que os filhos desses licenciados ou talvez os netos já o encarem como algo de natural e deixem de usar os anéis de curso nos dedos e os doutores e engenheiros como títulos antes dos nomes próprios.
terça-feira, 18 de maio de 2010
Serviço Público!
Eu explico!
Quis ir para Faro no domingo passado e como sempre optei pelo autocarro das 18h30m, caso contrário teria que me levantar cedo para apanhar o das 11h30m e levantar-me cedo não é propriamente uma coisa que goste de fazer ao fim-de-semana.
Assim, esperei pelas 18h15m e fui comprar o meu bilhete. À minha frente entre cinco a seis pessoas. Na bancada uma lista de espera. O expresso que vinha de Lisboa não tinha, à partida, lugares para tanta gente, mas a dúvida subsistiu até à última da hora e só depois de saírem passageiros é que soubemos quantos lugares ficaram vagos. É claro que não tive hipóteses e fiquei em terra. Restou-me a alternativa da uma e um quarto da manhã com quatro horas de viagem pela frente.
E perante isto eu pergunto-me: Que raio de serviço público é este que todos pagamos?
Quem pode fazer pressão para que os transportes públicos do Baixo Alentejo funcionem condignamente?
Ainda falam em privatizar mais empresas de bens “de primeira necessidade”?
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Não escrevi...
Não escrevi sobre a visita do Papa porque custa-me falar da fé que queria ter tido.
Não escrevi sobre a Ovibeja porque custa-me escrever sobre o que podia ter sido.
Não escrevi sobre o PEC porque me custa pensar que o cidadão sai vencido.
Podia ter escrito, mas não me tem apetecido!
domingo, 16 de maio de 2010
Pschiu!
Às vezes, muitas vezes é melhor estar caladinha.
domingo, 9 de maio de 2010
pschiu!
Às vezes, muitas vezes é melhor estar caladinha.
domingo, 2 de maio de 2010
pschiu!
Às vezes, muitas vezes é melhor estar caladinha.
domingo, 25 de abril de 2010
pschiu!
Às vezes, muitas vezes é melhor estar caladinha.
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Uma coisa, uma coisa
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Olha!
A minha avó é que tinha razão!
Ela alertava-me sempre: "tem atenção aos mainantes".
quarta-feira, 14 de abril de 2010
terça-feira, 13 de abril de 2010
Assim estou eu!
segunda-feira, 12 de abril de 2010
domingo, 11 de abril de 2010
sábado, 10 de abril de 2010
Hoje...
sexta-feira, 9 de abril de 2010
quinta-feira, 8 de abril de 2010
delírios primavero-febris
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Um mão cheia de…(João J.)
Cheia de feijão
Para trocar
Por pão.
Levava um
Chimpanzé
Para me coçar
O pé.
Levava um
Cão
Para meter medo
A um ladrão.
Encontrei
Um leão
Que me comeu
O feijão e o cão.
Encontrei
O Barnabé
Que me levou
O chimpanzé.
terça-feira, 6 de abril de 2010
dúvida pertinente
segunda-feira, 5 de abril de 2010
domingo, 4 de abril de 2010
Margarida
Se eu te desse a minha vida,
Que farias tu com ela?
-Tirava os brincos do prego,
Casava c'um homem cego
E ia morar para a Estrela.
Mas, Margarida,
Se eu te desse a minha vida,
Que diria a tua mãe?
- (Ela conhece-me a fundo.)
Que ha muito parvo no mundo,
E que eras parvo também.
E, Margarida,
Se eu te desse a minha vida
No sentido de morrer?
-Eu iria ao teu enterro,
Mas achava que era um erro
Querer amar sem viver.
Mas, Margarida,
Se este dar-te a minha vida
Não fosse senão poesia?
-Então, filho, nada feito.
Fica tudo sem efeito.
Nesta casa não se fia.
quarta-feira, 31 de março de 2010
terça-feira, 30 de março de 2010
segunda-feira, 29 de março de 2010
sexta-feira, 26 de março de 2010
Abril trabalhos 1000
Sapatos
Estruturar secções
Definir temas
Escrever - entrevista
Escrever - caixa
Escrever - breves
Escrever - outras secções
Azeite
Press – Escrever textos
Folheto – Escrever textos
Azeitona
Press – Escrever textos
Folheto – Escrever textos
Azeite e Azeitona
Site – Escrever textos
Ovelha
Estruturar jornal 1
Estruturar jornal 2
Escrever conteúdos (notícias, entrevistas, reportagens)
Carta "Olá, eu sou...,eu sei..., eu gostava..."
Possibilidade 1
Possibilidade 2
Possibilidade 3 (?) - consultar conselho consultivo.
Portfólio
Fazer estrutura (cronológica)
Reunir documentos que faltam
Fazer digitalizações que faltam
Tirar fotografias que faltam
Rede
Corrigir texto inicial
Acrescentar sub-títulos
Acrescentar exemplos
Regionalista
Sugestões
Secções
Conteúdos
Piolhosos
Escrever Estatuto
Escrever Carta 1
Escrever Carta 2
Escrever Nota 3
CAPa
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Eufêmea
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quarta-feira, 24 de março de 2010
sábado, 20 de março de 2010
Ao que isto chegou!
A gente escreve desvalorizando a abertura de um lugar para jornalista em Beja. Pelas razões atrás expostas.
Sim. A gente escreve e há logo quem comente "acho que devias concorrer".
A gente pega no telefone e pergunta "achas? porquê?".
E ele responde "estás armada em esquisita?".
A gente desliga e fica a pensar naquilo.
E...no outro dia a gente vê outro anúncio a pedir jornalistas. Também. Também para Beja.
E então a gente pensa "MERDA! QUE EU TINHA RAZÃO!"
O dito anúncio de um novo projecto editorial para o Alentejo (sim vai aparecer um novo jornal em Beja depois de ter ouvido dizer que outro ia sucumbir), mas dizia eu...no dito anúncio lê-se assim (copy/paste):
Perfil Pretendido:
- Com idade até aos 35 anos, habilitados com o ensino secundário completo ou nível de qualificação 3 ou 4, ou com formação superior (preferencialmente em áreas ligadas a Comunicação Social/Jornalismo/media ou equivalente);
- Com ou sem experiência.
- Motivação e interesse na área da imprensa escrita;
- Gosto pelo trabalho em equipa;
- Bom comunicador(a) e com algumas aptidões comerciais serão factores valorizados;
- Vontade de aprender;
- Pro-activo;
- Carta de condução.
E PASME-SE oferece o seguinte:
Oferece-se:
- 6 meses de estágio curricular (não remunerados, mas com suporte das despesas inerentes ao desempenho da função);
- 20% de comissões sobre os contratos de publicidade angariados;
- Viatura e telemóvel de serviço;
- Atribuição de diploma de frequência de estágio;
- Carta de recomendação (desde que a avaliação final do estágio seja positiva)
Carga horária e locais de Estágio:
- 40 horas semanais;
- Évora e Beja
sexta-feira, 19 de março de 2010
Dia do Pai

Sempre soube que tinha um pai diferente. Diferente do pai dos outros meninos e meninas. Digamos que um pai com possibilidades educativas especias. Os pais dos outros meninos e meninas tinham trabalhos árduos e duros. O meu pai trabalhava num escritório com muitas folhas, lápis, canetas coloridas e deixava-nos escrever à máquina. Na casa dos outros meninos e meninas havia muitos cães de loiça e rendas e naperons e na casa do meu pai havia muitos livros e jornais e outros papéis e era tudo um pouco mais desarrumado, mas nós não tínhamos medo de nos mover entre as coisas. Se partíamos um copo um prato ou assim, ninguém ralhava connosco. Diziam "deixa estar, não faz mal, acontece". Na casa das minhas amigas e amigos, não. Havia castigos. Por estas e por outras eu sempre soube que tinha um pai com possibilidades educativas especiais.
Ele adormecia-nos a contar histórias e inventava-as na hora. Sei-o porque no dia seguinte pediamos-lhe aquela outra vez e já nada batia já certo. Porém, antes de irmos dormir e como só entrávamos ao meio-dia, víamos todas as séries do Hitchcook com ele. E depois tínhamos medo, mas como ele tinha uma espada para matar os maus, descansávamos em paz. Se nos queixávamos que tínhamos que ir para a capela do Patronato o meu pai dizia "mexam a boca e façam che che che, fazendo de conta que estão a rezar". E nós fazíamos. Ao sábado íamos com ele ao mercado e depois à cooperativa quando não havia ainda hipers em Beja. A paciência do homem! Realmente sempre soube que tinha um pai com possibilidades educativas especiais. Os pais dos meus amigos e amigas não iam às compras, só trabalhavam, almoçavam e jantavam em casa e depois saiam para ir beber copos com os amigos.
Antes disto tudo, era eu muito pequenina, um dia o meu pai quis levar-me à feira de Agosto ou de Maio, não me lembro. Vínhamos de Baleizão e nunca tíinha ido a uma feira e durante todo o caminho perguntei: "aquelas luzinhas são a feira?, aquelas luzinhas são a feira. Devia estar a ver as Neves ou Beja ao fundo, não sei. O caminho pareceu longuissimo.
O meu pai é que ia às reuniões da escola. Ele era o encarregado de educação. Os pais dos outros meninos não. Ele via os nossos trabalhos, os nossos desenhos, os nossos carimbos, as nossas fichas. Ele fazia connosco os trabalhos de casa. E uma vez fez comigo um trabalho sobre o 25 de Abril e outra sobre o Nélson Mandela. Com o primeiro ganhei um prémio: um disco (LP) dos Trigo Limpo. Que alegria e que desgosto! A gente chegava a casa a queixar-se que a professora dava reguadas nos meninos e ele dizia-nos para falarmos com a professora e queixarmo-nos que não gostávamos de ve-la a bater nos nossos amigos. Enfim, um pai com possibilidades educativas especiais, pois os pais dos outros meninos, pelo contrário, incitavam a professora a bater nos seus próprios filhos!!??.
Uma vez o meu pai fez com uma caixa de cartão e umas roldanazinhas uma televisão para nós, outra vez construi em esferovite uma casa miniatura com o meu irmão e outra vez ainda fizemos um jornalinho.
Quando a minha mãe não estava em casa organizava jantares pick-nick. Estendia uma toalha no chão da sala e ia buscar empadas ao Luís da Rocha e croquetes e rissóis à Cozinha. Se era preciso zangar-se, zangava-se, mas sabia fazer as pazes. Nunca deixou de falar a um filho como o faziam os pais dos outros meninos e meninas e também nunca nos deixou ir brincar para a rua sem um horário de ida e de volta como os pais e as mães dos outros meninos e meninas.
Eu sei e sempre soube que o meu pai tinha possibilidades educativas especiais: oferecia-me prendas no dia da criança, depois no dia da mulher e houve uns anos em que ficou confuso e os dava nas duas alturas. A primeira lingerie que tive foi ele que ma deu, assim como o primeiro perfume. Os pais das outras meninas não. Hoje ainda se preocupa se eu vou ao dermatologista e se ponho os cremes de dia e de noite, se ando bem de saúde e faço análises todos os anos, se vou ao dentista, ao oftalmologista e ao ginecologista. Os pais das outras meninas não.
Ele tinha o sonho de nos levar a Paris. E levou-nos. E um ano - desorientado com a vida - carregou connosco para o Norte do país. Temos fotografias e vídeos e nenhum de nós se esqueceu dessas aventuras. Em todos os caminhos ele tinha amigas que nós podíamos conhecer. Os pais das outras meninas não: escondiam-nas.
É o meu pai. Até hoje um homem com possibilidades educativas especiais.
Hoje é o dia dele porque é o dia de todos os pais do mundo e também porque ele está preocupado com a vida e anda adoentado e, portanto, precisa de mimo. Por isso lhe ofereço este texto e também porque não tenho para já dinheiro para lhe oferecer uma prenda.













