Porque preconizo a equiparação dos direitos civis e politicos das mulheres aos dos homens, EUFÊMEA pode ser um blog feminista. Porque sou admiradora confessa de Catarina Eufémia, EUFÊMEA pode ser considerado um blog reivindicativo, contestatário, lutador. Porque - ainda por cima - sou alentejana e baleizoeira, EUFÊMEA é também um blog isento de eufemismos.
sábado, 31 de outubro de 2009
Boato(s)
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Catarina Eufémia
E eu penso nesse instante em que ficaste exposta
Estavas grávida porém não recuaste
Porque a tua lição é esta: fazer frente
Pois não deste homem por ti
E não ficaste em casa a cozinhar intrigas
Segundo o antiquíssimo método obíquo das mulheres
Nem usaste de manobra ou de calúnia
E não serviste apenas para chorar os mortos
Tinha chegado o tempo
Em que era preciso que alguém não recuasse
E a terra bebeu um sangue duas vezes puro
Porque eras a mulher e não somente a fêmea
Eras a inocência frontal que não recua
Antígona poisou a sua mão sobre o teu ombro no instante em que morreste
E a busca da justiça continua
(Sophia de Mello Breyner Anderson)
Uff!
Mulher que é mulher tem que ser bela! Muito bela! Todos os dias bela! Sempre bela! Assim ditam as revistas de moda, assim ditam os reclames televisivos, assim requerem os anúncios de emprego, assim apregoam as redes virtuais que exigem fotografias de close-up e de corpo inteiro, assim se lê nas FHM, nas Maxmen e pelo mundo fora.Como diria Marco Paulo temos que ser "umas senhoras na rua, umas ladys na mesa e umas loucas na cama".
domingo, 25 de outubro de 2009
Faça já a sua encomenda: é grátis
2 - Corações de pedra - Ruth Rendell;
3 - A vida sexual das palavras - Julían Rios;
4 - O espaço partilhado - Albano Martins;
5 - Os poemas da minha vida - Freitas do Amaral;
6 - Soledad - Raffaelo Bergonse;
7 - Todos os fogos o fogo - Julio Cortázar;
8 - Daisy Miller - Henry James;
9 - O hóspede de drácula - Bram Stocken;
10 - Um estudo em vermelho - Arthur Conon Doyle;
11 - Quartéis de inverno - Osvaldo Soriano;
12 - Dora Bruden - Patrick Modiano;
13 - O homem que quis ser rei - Rudyand Kipling;
14 - Cair da noite - Isaac Asinov;
15 - O clube dos suicidas - R.L.Stevenson;
16 - Vernais - Amélia Vieira;
17 - Paisagens originais - Oliver Rolin.
É que sou possessiva quando gosto mesmo deles. E destes não é o caso.
Se por acaso algum dos títulos lhe despertar interesse, por favor envie-me a sua morada que eles chegar-lhe-ão a casa.
Bocadinhos uns dos outros
sábado, 24 de outubro de 2009
A outra, foi no topo do Mundo. Há cinco dias.
Pronto, foi a forma como me deu para me lembrar do meu Mar calmo."
Teu J.
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
A dança das cadeiras
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Boletim Municipal na gaveta
Não. Tanto tanto também não! Era demasiado excesso de confiança. Se bem que os temas esses já estavam certamente definidos. Qualquer coisa como isto:
- Empreitada de pavimentação de arruamentos na cidade nas ruas tal e tal (e depois muitas fotografias);
- Teatro Municipal reabre com um espectáculo de encerramento (soa mal, não soa? reabrir com um encerramento?) dos ateliers da Casa do Lago;
- Caminhada da Saúde marca o regresso das actividades desportivas ao Parque da Cidade;
- Câmara Municipal e Instituto Politécnico celebram protocolo de colaboração recíproca (que é como costumam ser todos os protocolos, não?);
- A cidade tem novo Plano de Mobilidade Sustentável;
- Centro Social do Lidador comemora segundo aniversário;
- Autarquia conclui trabalhos de remodelação do Jardim dos Namorados;
- Câmara de Beja associa-se à Meia Maratona e oferece transportes até Lisboa;
- Zootrópico organiza em parceria com a Autarquia 6.ª edição do Festival de Animação Digital;
- Núcleo Museológico do Sembrano reabre portas depois de período de encerramento a que foi sujeito (cheira-me que seria uma boa capa).
terça-feira, 20 de outubro de 2009
d'encantar
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Ruptura e Mudança
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Autárquicas 2009 Beja
PROOONNTO JÁ ESSTÁ!
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
puta da liberdade que nos sais cara
terça-feira, 6 de outubro de 2009
num destes dias nasci
Legislativas ao "ralanti"
De pouco vale escrever agora tão à posteriori se for apenas para constatar o óbvio, mas não me contenho e em apenas uma frase diria: A ESQUERDA GANHOU.
O PS porque obteve o maior número de votos apesar de ter perdido a maioria absoluta e consequentemente um considerável número de deputados, a CDU porque ganhou mais um deputado embora tenha passado a ocupar o lugar de 5.ª força política e o BE porque mais do que duplicou a votação e o número de deputados, sendo a força política que mais cresceu. Portanto, A ESQUERDA GANHOU EM PORTUGAL.
AS INDIGNAÇÕES
Parêntesis para não se ignorar que também o CDS subiu e bastante.
Fê-lo à conta de um discurso xenófobo acerca do rendimento social de inserção proferido como se Portugal não fosse um país de gente pobre e desempregada e miserável e à conta de um discurso salazarento sobre as forças de segurança fazendo apelo ao medo.
Será entre PS e CDS que se farão às coligações, pois só assim se obterá maioria de votos no Parlamento. Mas fica por perguntar se em Portugal prevalece cada vez mais a ideia de que os piores são elevados a melhores, isto é, aqueles que mais se desenrascam, melhor se safam, mais mentem são os que mais singram?
É isso que os portugueses vêem em Sócrates e em Portas? Autoridade, autoritarismo, confronto mas também capacidade de desenvencilhanço? Chico-espertismo? Sim. Porque estes são os homens dos cursos feitos ao domingo via fax, do caso Freeport e do caso Moderna! Estes são os homens que vão governar Portugal.
Valha-nos a oposição. De um certa esquerda. A ESQUERDA QUE GANHOU.
falta justificada
tenho feito muita produção.
primeiro andei a angariar caixas e ainda tive que comprar algumas. depois guardei tudo lá dentro. tudo o que cabe numa casa. os livros com a indicação de que seriam para a sala. as roupas com a indicação de que seriam para o quarto. os tachos, as panelas, os pratos, as chávenas, os copos com a indicação de que seriam para a cozinha. mas faltavam as mantas, os panos de loiça, as toalhas, os lençóis, as malas, os sapatos, as botas, os bibelots, as molduras, os quadros. parecia que nunca mais iria acabar de encaixotar tanta coisa.
a seguir mudei tudo para a casa nova.
e entretanto fui dormir para casa alheia.
depois montaram-me o esquentador, o fogão, a máquina de lavar loiça e roupa.
e logo, logo mudei-me para a casa nova.
tudo isto roubou-me o mês inteiro de Setembro e pequena parte do de Outubro e agora aqui estou eu de novo sentada finalmente no meu sofá, na minha casa e a escrever no meu blogue.
fazer produção também é isto ou pensaram que eu estava a falar de quê?
domingo, 13 de setembro de 2009
Alergias psicosomáticas?
sábado, 12 de setembro de 2009
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
quando é que voltamos à normalidade?
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
baralhinho de cartas
Pensei em escrever-te uma carta. Há muito tempo que ando com vontade de o fazer. Gosto de escrever cartas. Gosto de receber cartas. Muito. Gosto de pensar que alguém se demorou a pensar em mim, escrevendo-se para mim. Cartas houve que fizeram História. As que foram sendo trocadas entre amantes eternos, entre grandes cientistas partilhando descobertas, entre políticos definindo estratégias, entre grandes escritores e amigos de sempre. Livros há só de cartas. Compilações de cartas que nos desvendam o quotidiano de gente a quem o tempo tratou, entre o tanto que passou, de transformar em celebridade.Eu tenho uma caixa só com cartas e sei que algures em alguns poucos lugares há também cartas minhas dentro das caixas de algumas pessoas. Escrevi imensas porque há pessoas que me despertam essa vontade. Enviei muito menos que imensas porque as mesmas pessoas me despertam também o medo de ser lida. É que quando escrevemos cartas, mais do que escrevermos a alguém estamos a descrever-nos a nós. Sei isso e temo por isso. O traçar da linha, a rapidez ou brandura das palavras, a hesitação na escolha de uma palavra, o rasurado na opção por outra nada disso esta agora nas novas cartas. As que mais amo são as manuscritas. Revelam-nos e revelam dos outros muito mais. As cartas são fios que queremos manter em ligação, que não queremos nunca deixar cair. O descrever do dia que passou, da noite que está a cair, da paisagem que nos envolve, dos barulhos que ouvimos ou do silêncio que nos abraça, dos cheiros que nos cercam. Esses são os ingredientes de uma verdadeira carta. Por isso esta não o é, na realidade. Não será também um monólogo, um mero exercício de narcisismo auto-esclarecedor. Resulta de uma vontade presa na garganta. De medos à solta na razão. De pensamentos enleados no coração. Alinho-me, assim, nestas linhas porque me sinto presa a linhas tuas. Novelinho a enredar-me. Sinto-me presa ora por uma ponta, ora por outra, ora, ainda por outra. Há palavras tuas que cercam, gestos teus que escuto amiúde. Gosto de ti com muitas das minhas forças. Muitas das minhas forças estão não em ti, nem resultam de ti, mas estão canalizadas para ti. Espreito-te a todo o instante. Sei já esclarecedoramente que ocupas parte da minha vida. Sei que tens em mim e na minha vida um certo lugar, embora não, ainda, um lugar certo. A prova está em que estou a escrever-te e a escrever-me. A prova está em que não temos nome para dar ao que existe entre nós. Por ora talvez não constitua problema a designação, o nome, a palavra capaz de nos ligar. Não é deveras isso o mais importante, por ora, por ora. Mas chegará o dia em que havemos de querer chamar-nos para nos vermos e nos virmos um ao outro e nos faltarão as palavras. Chegará o dia em que é importante dar um sentido a tudo o que temos vindo a ser. Chegará a hora pois que já chegou dentro de mim essa vontade esclarecedora de te perguntar quem sou? E...
