sexta-feira, 19 de março de 2010

hoje soube-me a pouco



Hoje quase que passa da meia dúzia.
Quase.
Tinha um convite. Era à borlium. Disse que sim. Que ia. Mas meti-me em casa e fiquei colada ao sofá.
Adormeci.
Agora (são uma da manhã!) despertei.
Merda.
Era só um esforçozinho. Valia a pena. Vale sempre.
Estive a pensar...já o vi:
1) no Pax Julia antes mesmo daquilo entar para obras num 25 de Abril à pinha;
2) no Ritz Club em Lisboa com uns moços em palco muito malucos;
3) em Odemira naquele feira que lá fazem;
4) na abertura do programa Beja Polis na Casa da Cultura;
5) na reabertura do Pax Julia já perdido de bebâdo;
6) numa quima das fitas em Beja nos pavilhões da Expobeja, de todos o pior concerto da minha vida e talvez da dele.
E como se não bastasse ainda nos encontramos cá por casa e ele obriga-me a subir à table dance.
Ao longo de todos estes anos "sei que fiz um amigo e coisa mais maravilhosa no mundo não há". Mas...
estou estoirada, Sérgio. Perdoa-me.

quinta-feira, 18 de março de 2010

a formação da informação

Excepção feita ao Diário do Alentejo, em Beja, para se ser jornalista basta, por enquanto, ter-se o 12.º ano e ser-se - como direi? - bastante confiante e afoito. Decorridos dois anos a Comissão emite a carteira e pronto: já está!
O curso existe desde, talvez, a instauração da democracia em Portugal, mas qual quê! Já lá vão 36 anos. Já havia tempo para mudar a lei, mas qual quê!
É verdade que estimo os da velha guarda. Da tarimba. Aqueles que aprenderam uns com os outros, fazendo e vendo fazer. Mas aos jovens de agora já não lhes tolero, nem à lei, nem ao Cavaco que não a vetou, a fraca vontade de aprenderem a ser melhores.
Fiz o retrato da imprensa regional de Beja e todos (excepção feita ao Diário do Alentejo, reitero) são formados no Liceu ou na D. Manuel I.
Pois, então concorram.
Talvez para vocês seja mais fácil "adaptarem-se a novas filosofias de trabalho". Se não questionarem muito...tanto melhor.

quarta-feira, 17 de março de 2010

e perguntam vocês...

Seria possível viveres sem a zon fibra?
Sim, mas não seria a mesma coisa!

terça-feira, 16 de março de 2010

novos talentos com B de Beja




















Tenho andado a magicar...é importante conhecer e dar a conhecer a Beja os novos talentos de Beja. Os novos criadores. Figueira Mestre fe-lo e bem na sua extinta Rodapé na secção talentos com B de Beja. Mas o trabalho ficou a meio. E eu também. Por isso, dizia, tenho andado cá a magicar...e pensei entrevistá-los para o meu blogue. Porque não? Entretanto, subitamente e sem que nada o fizesse supor, eis que recebo um convite para dar corpo a esta minha ambição. Noutro suporte. Também cultural. Estamos a trabalhar. Trabalhando. Ou melhor culturando. (sim, no gerúndio. à boa maneira alentejana). Entretanto aqui ficam umas pistas.

segunda-feira, 15 de março de 2010

carmo velho au passage



reparem no pormenor do poste eléctrico

domingo, 14 de março de 2010

ressaca





































sábado, 13 de março de 2010

BejapontocomaMadeirapontosem

O Alentejo não esteve com a Madeira. Mais! O Alentejo até se esqueceu da Madeira. Mais! Porque razão o Alentejo se lembraria da Madeira se a Madeira jamais se lembraria do Alentejo?
Costumo desconfiar quando para ajudar na desgraça se festeja!
Uma tourada para ajudar os meninos do Centro de Acolhimento Temporário.
Um jantar de gala para ajudar os sem-abrigo.
Etecetera. Etecetera.
Há muitas maneiras de ajudar sem que tenhamos que adoptar um pobrezinho ou um desgraçadinho para ajudarmos o nosso altruísmo.
Eu fui lá.
Pelo Cocas.
E pelas bandas convidadas.
Do tempo do meu irmão mais velho.
Do meu tempo.
Do tempo do meu irmão mais novo.
Gostei de os ouvir e de os ver e gostei de dançar. E de desafiar para dançar. E que aderissem ao meu desafio.
Foi um bom fim-de-semana!
Mas não precisava de pretexto.

sexta-feira, 12 de março de 2010

quem está ...


está on.
e eu já estou!

quinta-feira, 11 de março de 2010

é hoje!

então é hoje o dia.
o dia de chegar a casa, carregar no comando e enfrentar os "perigos" da caixa que mudou o mundo.
os meus projectos correrão agora sérios riscos de serem relegados para segundo plano.
assim como os meus livros.
assim como os meus cozinhados.
assim como... como o resto...
bastar-me-á carregar num botanito - plim e já está: ele é séries, ele é filmes, ele é novelas, ele é debates, ele é documentários, ele é publicidade até ao enjoo, ele é até desenhos animados.
tchiii!
116 canais.
só para mim.
uma casa cheia de gente.
para jantarem comigo todos os dias.
e me roubarem o sono. bandidos!
tchiii!

quarta-feira, 10 de março de 2010











terça-feira, 9 de março de 2010











segunda-feira, 8 de março de 2010

Mulheres de minh'alma

Enclausurada sem saber porquê,
Mariana ficou no convento em Beja.
A meninice passou-a rezar,
a crer num Deus que não a soube estimar.
Menina da burguesia,
dizia que não, que não, que não queria,
aquela hipocrisia!

Enclausurada sem saber porquê,
Catarina ficou na aldeia de Baleizão.
A meninice passou-a a querer-se superar.
Criança camponesa,
dizia que não, que não que não queria,
mais fome à sua mesa!

Jovem idílica e encantada,
por janelas contemplava o horizonte,
donde surgiu um dia um cavaleiro francês.

Jovem sonhadora e cansada,
pelos campos, pela fontes, pela seca e pela verdura,
passeava firme e segura com Carmona na planura.

A vida traiu as duas.
Por devoção!
Por revolução!

Uma amou perdidamente e até à loucura,
um homem hostil à sua doçura.

A outra quis defender a dignidade, sua dos seus e do povo,
e nisto foi mais universal.

Se uma verteu para o papel o sofrimento,
que era amável instrumento da burguesia,
saber escrever o que na alma que ia.

A outra deu um passo derradeiro,
na lama do chão, da terra, do fascista, do vil Carrajola,
que lhe lançou o tiro certeiro.

Viveram para a luta dos trabalhadores,
para a luta dos amores,
e morreram sem que ainda se preveja:
qual delas foi mais mulher?
se a que avança,
se a que deseja.

Comemoração dos 100 anos do Dia Internacional da Mulher.

ai! está prestes...



...a entrar-me em casa um instrumento perigoso capaz de comandar não apenas uma coisa, mas a minha própria vida a partir deste momento....................................................................................................................................
.....................................................................................................................................................................
..................................................................................................................................................................

domingo, 7 de março de 2010

Acerca da isenção, da imparcialidade, da objectividade, da transparência predicados de uma comunicação social livre

A minha participação na comunicação social regional (acrescentaria eu)

Com o recente desaparecimento do Dr. Flores e do abandono do Vítor Silva, sou já o mais antigo colaborador desta Revista. Di-lo, ou melhor, escreve-o como se isso fosse motivo de orgulho. O que a mim muito me espanta! Confesso! Iniciei esta minha colaboração, através da publicação de uma crónica – contra a corrente - por edição, faz agora, precisamente, oito anos. Embora o Director António Sancho me tenha convidado antes, só aceitei colaborar com a Mais Alentejo depois de ter deixado a presidência da Câmara Municipal de Alvito.
Sim. E já agora…porquê?
Porque não dava a Autarquia que então dirigia, a essa revista que agora tanto admira, sequer um quarto de publicidade? Era interessante sabê-lo. Já que posso afirmar ter existido em tempos ordem expressa da Rua da Ancha para que as autarquias comunistas não investissem dinheiro em publicidade nesse órgão de comunicação social. Regra, aliás, só quebrada por João Rocha que pagava – posso afirmá-lo e prová-lo – não para que se publicitassem eventos do seu concelho, mas antes para que Sancho o deixasse em paz. Publicava, dava dinheiro para Sancho não falar dele. E regra, aliás, também quebrada tempos mais tarde pela autarquia de Beja quando esta integrou nos seus quadros Madalena Palma como assessora de imprensa.

Esta minha colaboração consubstancia um compromisso assumido com o Director da Revista, na sequência do seu convite, que consiste em poder escrever o que quiser, sem qualquer limitação, para além do espaço, o que tem sido cumprido escrupulosamente.
Era o que mais faltava que ele também interferisse nos seus conteúdos.

Tenho sido, com alguma frequência, confrontado por amigos e conhecidos a propósito desta minha colaboração, por considerarem criticáveis alguns aspectos da gestão da Revista e do comportamento do seu Director. É natural! Já se questionou porquê? A todos dou sempre a mesma resposta – a minha colaboração consiste em escrever uma crónica por edição.
Pois! E mais nada? Escreve e vai para casa? Não vai àquelas jantaradas de fim de mês? Escreve e é indiferente a tudo o resto? Esse tudo que os seus amigos e conhecidos chamam à pedra? Porque não escreve, então, no jornal da paróquia? Ou num jornal desportivo?
É indiferente às dívidas às gráficas, às dívidas às distribuidoras, aos senhorios, aos trabalhadores, às finanças, à segurança social?
É indiferente aos despedimentos despóticos?
Às demissões em massa de corpo redactorial, comercial e administrativo como aquela que recentemente ocorreu?
Nunca se questionou porque tal sucede? Vive bem com isso?

Não deixo, no entanto, de registar que sobre o interesse do projecto de comunicação social e a qualidade atingida pela Mais Alentejo e sobre a competência profissional de António Sancho, seu Director, não oiço nem leio grandes críticas e até oiço e leio algumas referências bem positivas, vindas, principalmente, de quem não mistura e confunde as coisas.
Que coisas? Há-as indissociáveis, meu caro. Com uma idade dessas não sabe isso ainda? Refere-se a que coisas?

Para além de alguns textos esporádicas que escrevi em jornais e de algumas entrevistas que dei a órgãos da comunicação social, o meu relacionamento mais estreito com esta começou há cerca de 20 anos, quando fui eleito presidente da Associação de Municípios do Distrito de Beja (AMDB), proprietária do Diário do Alentejo.

Desta minha experiência, que durou cinco anos, guardo boas e más recordações. As boas recordações prendem-se principalmente com a independência editorial (?) do Diário do Alentejo, que defendi e respeitei, e com o bom relacionamento que estabeleci e mantive com os seus directores e muitos dos seus jornalistas e restante pessoal. As más recordações têm a ver com decisões maioritárias do Conselho de Administração da AMDB, que tive de assumir e defender, de nomeação de um director do Diário do Alentejo em detrimento do saudoso Pedro Ferro e da recusa de contratação do jornalista Carlos Júlio, de competência profissional reconhecida e meu amigo pessoal, que ambicionava, como tantos de nós, ser jornalista no principal jornal da nossa região.
Pedro Ferro é maior que tudo isso!
Do parágrafo retenho e sublinho, apenas, o “ambicionava como tantos de nós”.

Por ironias do destino, seria por desafio do Carlos Júlio que me tornei presença assídua em órgãos da comunicação regional, há uma dúzia de anos, no Imenso Sul, onde colaborei regularmente com uma crónica. Mais tarde tive a mesma colaboração com O Campo e, agora, desde há oito anos, com a Mais Alentejo. Para além dessas colaborações com a imprensa mantive também durante algum tempo uma crónica semanal na Rádio Terra Mãe e faço há, alguns anos, comentário semanal às notícias do dia na Rádio Pax.
Ou seja, o importante é ter uma tribuna!

Curiosamente, ou talvez não, nunca colaborei com órgãos de comunicação social conotados com a minha área político-partidária.

Finalmente, há sete anos, aderi aos novos meios de comunicação e criei um blogue, o Alvitrando, e, no final do ano passado, com alguns amigos, criámos um blogue colectivo, o A Cinco Tons, através dos quais vou divulgando notícias da nossa região e opinando sobre, principalmente, a política local e regional.

Desta minha experiência concluo que existe uma enorme tendência para as pessoas se concentrarem nos emissores (quem escreveu ou disse, quem opinou, quem comentou) em detrimento da substância das notícias, das opiniões, dos comentários e, principalmente, das ideias.

A maioria das pessoas não se sente suficientemente livre (porque será?) para subscrever as suas opiniões, o que as leva a comentar sob o anonimato, principalmente nos blogues, onde muitos mostram não saber usar a liberdade que acham não ter, confundindo-a com maledicência, insultos, ofensas a terceiros.
Como acontece com a crónica vergonhosa e hostil e porca de Carvalho Fascista?

Uma comunicação social forte e livre é reflexo de uma democracia consolidada e fundamental para o desenvolvimento da sociedade, das comunidades e dos territórios, enquanto uma comunicação social débil e sujeita às tentativas de controlo pelos vários poderes é reflexo da difícil convivência destes com a democracia e das suas dificuldades em utilizar a comunicação social como factor de desenvolvimento. Especialmente se essa comunicação social não servir senão os interesses pessoais de alguns e se as suas fontes de receitas não forem o leit motiv para as suas crónicas, reportagens, notícias, editoriais e afins.
texto retirado do blogue Alvitrando, escrito por Lopes Guerreiro e comentado por EuFêmea (MIBJ)
estruturando.
ando estruturando.
uma ideia abstracta a que quero dar consitência de coisa sólida.
como se faz?

cenas dos próximos capítulos










a caixa que mudou o mundo vai mudar a minha vida (um pouquinho)

sábado, 6 de março de 2010

Diz que ...

...é URGENTE uma auditoria à Emas.

Hoje

tenho



BORBOLETAS

na

barriga(ui!)

sexta-feira, 5 de março de 2010

quem foi? quem foi?

Apraz-me perguntar assim só porque sim...quem foi, quem foi o casalinho comunistazinho, militantezinho, ortodozinho, da Câmara Municipal, que não fez ontem greve? Hum?

quinta-feira, 4 de março de 2010

Se eu fosse jornalista...

















...digam-me lá que não?! que não havia tanta matéria para tanta e tão boa reportagem?!

se este fosse um blogue (a) sério...

...devia poder ler-se sobre:
o sismo que abalou o Chile
a greve de fome dos dissidentes de Cuba
a crise na Grécia
a greve na função pública
a luta pela liderança do PSD
as inundações do Continente e ilhas
o estádio Flávio dos Santos
o festival Animatu
a visita de Daniela Mercury
...entre muitos, muitos outros assuntos pertinentes e de interesse geral, mas................................................................................................................................................................................................

domingo, 28 de fevereiro de 2010

O Sol agora está em todas. Até em Beja!

Li no SOL (mas não está on-line, por isso se quiserem pesquisem) um artigo sobre a demissão de um tal de Catalino, os resultados das eleições autárquicas em Beja, a gestão do actual executivo, o caso da propaganda oculta e não sei se não falavam também da queda do tecto. AH! E toda esta salganhada à mistura com declarações de Lopes Guerreiro. Procurem nas bancas.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010











quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010











domingo, 21 de fevereiro de 2010











quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

une lettre pour moi, s' il te plâit!

estou à espera!
estranho a tua ausência.
a falta de palavras escritas e ditas.
sei que gostas de cartas como eu.
portanto, estou à espera.
vá! não te demores.
não me deixes impaciente.
tens uma caixinha destas ao lado do conservatório e outra nas portas de mértola.
quero saber como estás.
como está tudo por aí.
como te sentes.
não te ausentes.
nem de ti.
nem de mim.
homens e mulheres no cante?
homens e mulheres a vindimar?
homens e mulheres a enfrentar forças policiais em marcha lenta?
homens e mulheres?
homens?
mulheres?
sombras?

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

quid juris?

não é um órgão de comunicação social,
mas é um meio de comunicação.
não é um órgão de comunicação social;
mas faz recurso a todos os géneros jornalísticos: reportagem, entrevista, notícia, crónica.
não é um órgão de comunicação social, por isso não obdece a um estatuto editorial,
mas pode te-lo. deve te-lo.
não é um órgão de comunicação social,
mas também pode esconder as suas fontes.
não é um órgão de comunicação social,
mas rege-se por normas de conduta éticas.
o que é, então?
é um BLOGUE!
e o que é um blogue?
segundo a procuradora do ministério público é melhor perguntar a um perito em informática da polícia judiciária.
pois é! foi assim que terminou o julgamento de ontem onde participei como testemunha. na qualidade de quê? de administradora de um blogue.
em causa está o blogue de um amigo de uns amigos meus. nele se escreviam temas de actualidade do concelho em questão e nele se recebiam comentários de toda a ordem.
a proporção que o dito tomou foi tal que o presidente da câmara local mandou cortar o acesso à internet aos funcionários da autarquia. coisa que ontem revelou perante o juíz com a maior desfaçatez.
e foi tal, mas mesmo tal a porporção que o dito ganhou que presidente da câmara e comandante da gnr interpuseram um processo em tribunal. este onde agora participei.
e o que é que está em causa?
os comentários feitos no blogue.
o gestor do blogue é responsável pelos comentários que nele surgem?
deve moderá-los?
apagá-los?
quandos as questões me foram colocadas respondi sempre NÃO.
NÃO. as pessoas são livres de opinar, de dizer o que pensam, de o escrever. quem sou eu para censurá-las?
mas o juíz duvida. e a procuradora do ministério público também.
e eu só sei que se o amigo dos meus amigos que é meu amigo também, for condenado abre-se um precedente na história nunca antes visto.
se tal acontecer estamos em clima de censura e de fascismo.

Artigo 37.º- Liberdade de expressão e informação
1. Todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio, bem como o direito de informar, de se informar e de ser informados, sem impedimentos nem discriminações.

satisfaz 2 vezes!!


domingo, 14 de fevereiro de 2010

faz-me sentido

Gosto quando as pessoas crescidas me dão lições. Não de moral. Não é isso. Lições de vida. Para mim são lições. Para elas são só as suas histórias. Não estamos em pé de desigualdade. Eu faço perguntas. Vou fazendo. De mansinho. Muito ingénuas ao princípio ainda com vergonha. Depois das outras mais rebuscadas. E as pessoas crescidas respondem, contando. Gosto de aprender. Percebo melhor os dias de hoje se souber dos dias de ontem. E não falo de séculos. Falo apenas de há uns anos a esta parte.
Hoje estive toda a tarde com o meu tio. E tudo que ele me disse me fez sentido. E o melhor foi que ele me ouviu. E também concordou comigo. E reforçou as minhas convicções.

dominguinho, domingozinho

Bom-dia! É domingo. Já li Correio da Manhã. Sim. Eu leio o Correio da Manhã todos os dias. Nos cafés. Ora há-de ser antes de ir trabalhar, ora após o jantar.
.............................................................................................................................Agora vou despachar-me para ir almoçar lombo recheado com acompanhamentos exóticos.
..............................................................................................................................Depois regresso para limpar a casa. Tem que ser. Domingo é mesmo dia de limpezas. E agente foca-se nisso como sendo algo deveras importante.
...............................................................................................................................Entretanto, divirto-me a pensar como será que algumas pessoas que eu conheço limpam a casa. Aposto que chamam as mães!!! Mãezinhas!!!!
Ocorreu-me isto. E agora? ahahahahahahah

acerca das escutas

Jerónimo de Sousa referiu-se àquilo a que chama de "amiguismo em rede". GOSTEI da expressão!

sábado, 13 de fevereiro de 2010

apetecia-me sussurrar-te ao ouvido:
je t'aime moi non plus!

a racha dela e os óculos escuros dele!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

zapping

folga. despertador. oito da manhã. andar contra o vento. bilheteira. carruagens. lugar à janela. paragens. uma. duas. três. tantas. a mensagem dele tão cedo: dá um salto a um cinema e vai ver o nas nuvens. não é um filme tanga, por muito que te possa parecer. acho que vai fazer-te bem à alma e ao espirito. "fica bem". fim de linha. bilheteira. carruagens. suburbano. lugar entre as gentes e os sacos. paragens. uma, duas, três, meia dúzia. fim de linha. andar outra vez mas agora a favor do vento. subir a ladeira. passar naquela rua onde cheira sempre a caril. campainha. introdução. meio. conclusão. zás num ápice. meia hora. se tanto. as mãos entrelaçadas. o discurso suspenso. uns assuntos na boca e outros na cabeça. tão rápido. um relógio invisivel qual bomba prestes a explodir. e eu a pedir licença. posso só dizer mais uma coisa? e ele que sim. claro. à vontade. e a rematar com um são também as circunstâncias da vida. pode parecer que não, mas tudo mudou. sim. penso. de lá para cá. em dez anos. tudo mudou. saio. frustrada. tinha tanto para lhe contar. coisas e coisas e coisas que ando apontando num bloco para não me esquecer. há mais de um mês. vim de tão longe. gastei tanto dinheiro. invisto tanto nesta merda e zás. tenho que comer penso. sê misericordiosa contigo querida. olha as horas que são. e ainda nem sequer comeste. uma alfacinha. um copo de leite. o que me sabe bem quando estou fora de casa é ou um copo de leite ou uma sopa. sempre. a alfacinha na mão e na boca. as lágrimas nos olhos a escorrerem cara abaixo. presa à cadeira. quem me diz que eu vou daqui agora outra vez de volta para baixo? respiro fundo. fumo cigarros. meto-me ao caminho desta feita com o vento a desfavor. bilheteira. sala de espera de vidro. aquário. pessoas. muitas pessoas. com sacos. de plástico. de papel. um apito. descer a rampa. um lugar à janela. as águas mornas. não porque lhes tenha deitado a mão, mas porque não tremem nem muito nem pouco. a minha mensagem: vai fazer-me bem ou vou gostar? ambas. responde. por acaso estou de folga hoje e amanhã e até estou em lisboa. mas não, não vou. tenho outros planos. escrevo. apito. gente que se atropela e dissemina pela esquerda e pela direita. bilheteira. escadas rolantes. do terreiro do paço a sete rios. linha azul. a mensagem dele: queres vir partilhar um cozido à portuguesa no bairro? escadas rolantes. bilheteira. linha 14. viatura 97. destino faro. lugar à janela. obrigada. não posso. tenho outros planos. e cheia de medo: ainda não leste o meu e-mail, pois não? já li, já. tu é que não leste o meu. a periferia. as filas de carros. a ponte vasco da gama acentuadamente inclnada para a direita. primeiro mais baixa, depois a subir e a distanciar-se do rio. encosto-me. deixo-me ir. afinal, estou de folga. não tenho pressa. quando chegar, cheguei. albufeira. o telefone. triiiiiimm. jantas comigo, com o tina e com o marco. vou-te buscar. acedo imediatamente. tenho fome. estou cansada. uma visita guiada. dois cães. o zappa e o spot. com duas chapas. com os nomes. também quero ter um cão, penso, mas não digo nada. lombo recheado com queijo, batatas fritas, salada de rúcula. vinho de estremoz chamado ponto com assim: .com. um descafeinado. uma cama. o portátil. a pen. internet. o gmail. e: se é assim que queres não volto a propor-te empréstimos (a 12, 24 ou 36 meses) para ter o prazer de viajares comigo e de te ver a viajar por sítios mágicos. não se fala nunca mais nisso. nem do sri lanka, nem da tailândia, nem do camboja, nem de marrocos. e recordo as palavras da manhã. as circunstâncias mudaram. pode parecer que não, mas muita coisa mudou desde há dez anos para cá. e concluo: é verdade. é mentira. é verdade. é mentira, pois ele tem estado presente sempre na minha vida desde então. qual? qual deles? os três, claro!

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

sinto-me...


segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

A terra a quem a trabalha

"O Alentejo dos Sem-Terra", uma reportagem cheia de gente.

Coitado!

Todos os dias à hora do almoço vejo de longe (ainda bem que não oiço) um bocado, os restos de um programa da SIC, cujo nome desconheço e cuja apresentadora é uma moça mal engerocada. Nunca escapo àquilo. E todos os dias penso: se eu fosse o Ferro Rodrigues (o homem do rendimento minímo) tinha vergonha de ter uma filha assim!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Eu, fêmea no EuFêmea NÃO vou aderir ao acordo ortográfico!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

FARMVILLE

Tive um Hi5. Durou um ano. De Agosto a Agosto.
Tive um facebook. Durou um Verão.
Aborreci-me daquilo tudo e num ápice TRUZ! Delete.
Não importa agora explicar-vos porquê.
Aliás, isto só vem aqui à laia de conversa para eu puder falar de uma coisa chamada FARMVILLE à qual só se tem acesso por via do tal Facebook e na qual muitos dos meus amigos, conhecidos e familiares andam viciados.
Dos novos aos velhos, dos grandes aos pequenos.
Fénomeno, aliás, que não consigo entender de todo em todo.
Um dia numa caixa multibanco ouvi uma senhora dizer pró rapaz. "Espera aí que eu tenho que carregar a net por causa da quinta".
Noutro, a minha cunhada para o meu irmão "Tenho que ir ali apanhar as laranjas" (seria laranjas?). Já não me lembro.
Noutro ainda, "sai daí, despacha-te senão os morangos murcham".
Mas a mais linda de todas foi a de uma conhecida que ao abrir a dita quinta exclamou virando-se para o seu amigo "OLHA! FERTILIZASTE-ME!".

BEJA não se orgulha. Eu também não





















De madeira feitas, chão de terra batida, telhado de zinco: autênticas barracas. Era nelas que viviam. Foi nelas que viveram durante várias gerações.
Depois, filhos mais abonados foram erguendo em altura muros de pedra e azulejo, portas de alumínio e marquises, alpendres e quintais, casas de banho.
A autarquia e a junta de freguesia foram investindo no saneamento básico: água, electricidade, esgotos. As casas foram-se valorizando. Não para o mercado imobiliário, mas para quem nelas morava. E a própria vida dessas pessoas também. A pouco e pouco surgiram os arruamentos, depois os sinais de trânsito, a seguir mas muito, muito tarde os baldes do lixo. E ao mesmo tempo um sem número de infra-estruturas. Um centro de dia que presta apoio domiciliário e serviços de lavandaria. Uma creche, um jardim-de-infância e uma escola primária. A qualidade de vida aparentemente melhorou.
Mas será que foi mesmo assim? Será que as pessoas não prefeririam ter os seus filhos numa escola na cidade? Será que não prefeririam tê-los longe da lixeira de Beja que lhes era despejada à porta? Será que não estariam melhor se estivessem num outro bairro também na cidade? Longe da venda da droga? Longe das armas? Longe do café de Beja que mais cerveja vende?
Aquelas pessoas têm que ser disseminadas. Têm que sair dali. Têm que poder estudar noutra escola que não a de santa maria que é em si mesmo um prolongamento do seu problema. Têm que ser construídas casas de habitação social para aqueles agregados familiares. E não vale a pena virem com projectos de sensibilização anti droga como este que agora se lança denominado “abre a pestana”. O que interessa àquela gente é poder ver-se livre do estigma, da hostilização, do ostracismo a que estão desde sempre votadas. Integrar é a palavra-chave. Por isso, senhores, arranjem soluções e IMPLODAM o tão ironicamente chamado BAIRRO DA ESPERANÇA.

abraço-me aos teus braços e vou voando. seguras-te nos meus cabelos e vens voando. dou-te uma palavra e constroís-me poema. debruçaste-me no meu regaço e sonhas o meu colo. tapas-me com a tigressa e durmo no teu sonho. e ergo-me cheia de energia para partimos em missão. para o Haiti não que tu estás aqui. para o coração não que explode de emoção. para a cama em que se ama. para o azul do ceú onde voaste nos meus cabelos. para o fundo do mar onde voei nos teus abraços. para dentro do poema onde sonhaste o meu colo. para a manta tigressa onde se esconde a surpresa. e no escuro parecer que voar. voar. voar. os teus olhos nos meus e amo a ti. agora. agora. agora. aqui.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Beja Digital


Em que consiste? Para que serve? Quanto custa? Há quantos anos existe? O que acrescentou à vida dos bejenses? Quantas pessoas emprega? É feito por jornalistas? O que é? Um portal com notícias do concelho? Do distrito? Então porque razão não editam, pelo menos, a agenda cultural do distrito? On-line? É só isto? Quem é o "dono"? A AMBAAL? Porque é que tem um stand sempre tão grande na Ovibeja? O que é? Vá! Para que serve?

A máquina a trabalhar






Os executivos comunistas de Carreira Marques e de Francisco Santos nunca tiveram oposição à altura. Quem sabe se não foi também por isso que o partido comunista se manteve durante tanto tempo no poder?
Agora PS e Pulido Valente que se preparem: a CDU não vai dar-lhes descanso! Ainda não se convenceu que perdeu a Câmara Municipal de Beja e não quer convencer-se. Aliás, já está em campanha para as próximas autárquicas.
Porém terá que ser mais objectiva, clara, directa e apresentar casos concretos, factos, números se quer ser levada a sério. As pessoas sabem distinguir informação de mera propaganda!

ministro das finanças

O cabrão disse qualquer coisa como isto:
"Se fosse preciso também abdicava de parte do meu salário para resolver a crise".
Se fosse preciso? Se fosse preciso?
Pois! Pois! Mas como é ele que decide, quem abdica somos nós!!
Ólha o cabrão!
(isto é o que dá não ver televisão. contaram-me agora e não resisti a partilhá-lo convosco)

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

ON - PILOTO AUTOMÁTICO

os workshops de formação e criação artistica em rede a começar logo com a actriz e encenadora Maria João Luís a dar o mote, em bom, muito bom, a temporada de programação a começar já no próximo fim-de-semana, as residências artísticas de criação a começar de hoje a uma semana, gente que chega, com fartura, com ideias, com textos para decorar, com marcações para fazer, com ensaios, com materiais e papéis e objectos a espalhar-se lá por "casa". vamos deixar de estar sós e eles a quererm entrar no escritório e a pedirem perdonna, sorry, pardon. e a gente a querer trabalhar. aquilo é grande mas tanto, tanto também não.
o mês a começar, as contas para pagar, da renda, do supermercado, da água, da luz, do gás, do kanguru, da tmn, do seguro de saúde e este mês, como se já não bastasse, da inscrição no curso. eu sou grande. sou mesmo, mas tanto, tanto também não.
a casa por limpar, o quarto, a sala, a cozinha, a casa de banho. a roupa por lavar. a loiça. o jantar para ser feito. e as compras do supermercado, meu deus: socorro. odeio-as de morte.
as ideias para o blogue que não me saem da cabeça para lado nenhum (podiam ao menos sair para aqui, para uns post's), os livros para ler (que felizmente são cada vez mais), os textos para construir (que também não são poucos, não senhor), os e-mail's para enviar, o julgamento para onde vou depor que foi mais uma vez adiado.
o mundo não pára. a vida não pára. o trabalho não pára. as pessoas não param. as mensagens não param. nada pára. porquê? um dia só bastava:OFF. off. off. off. off.

A (minha) Rosa Albardeira


Quem me dera ser borboleta!


Adorei ter tirado esta fotografia. Foi no quintal da minha amiga. Em Serpa. Clic!

alguém me explica como se eu fosse .....

A candidatura foi feita! E, pelos vistos, bem feita. Envolveu uma série de entidades e deve-se ao anterior executivo o facto de ter sido a candidatura vencedora. Mas...sinceramente eu ainda não percebi. O que significa mesmo ser capital do vinho?
falar prejudica o medo sem objecto é a loucura dói-me uma mulher no corpo todo o Mundo correu mal Deus é o caminho mais curto entre o zero e o infinito, tanto numa direcção como noutra rir é deixar-se surpreender por uma negligência das leis morremos e ficamos com a boca toda cheia de terra diante da morte poucas coisas são importantes uma coisa bela é uma coisa para sempre pelo teu amor dói-me o ar, o coração e a sombrinha sou um homem de olhos secos há poucas coisas que justificam a vida, mas nada justifica a morte trágico na política é a ausência de humor ainda não é isto que quero se morreres perdes tudo, senão é muito bom 7 horas 7euros passámos muito tempo a morrer juntos Deus está mudo eu modifiquei-me tanto que não te reconheci debaixo da burka os sentidos doem a tristeza é a doença dos nossos dias tudo o que vemos é outra coisa a realidade não precisa de mim interessa-me mais a curiosidade que a utilidade a mãe de todos os peixes o futuro mata-nos a realidade partiu o pensamento não é separável do desejo todas as manhãs, ao espelho, vejo a morte em acção o pessimismo é um luxo dos povos desenvolvidos sim! Ponho tudo em causa, sou fadista sou vocês é preciso ter medo do medo