Porque preconizo a equiparação dos direitos civis e politicos das mulheres aos dos homens, EUFÊMEA pode ser um blog feminista. Porque sou admiradora confessa de Catarina Eufémia, EUFÊMEA pode ser considerado um blog reivindicativo, contestatário, lutador. Porque - ainda por cima - sou alentejana e baleizoeira, EUFÊMEA é também um blog isento de eufemismos.
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
António Zambujo orgulha-nos
É alentejano. É de Beja e podemos orgulhar-nos dele. Falo de António Zambujo, o cantor que mereceu,na sexta-feira passada, grande destaque no suplemnto cultural do jornal Público, Ipsilon. Ai se explicava brevemente a história da carreira do cantor e os voos que está prestes a dar, nomeadamente digressões pelo Brasil com actuações marcadas no Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Belo Horizonte e Brasília. Mas não só! França recebê-lo-á a seguir depois de nesse país o seu disco ter alcançado o terceiro lugar de top de vendas na Fnac. Prestes a lançar o seu terceiro disco em Março com a presença de cantores brasileiros, saiba que António Zambujo já mereceu rasgados elogios de Caetano Veloso.
"Acaba de publicar «Outro sentido», con críticas internacionales excelente hacia un trabajo original y sensible, que enfoca la música de Lisboa con una perspectiva jazzística y minimalista que le granjearán muchos nuevos tipos de público" in La Nueva España
"Na sua voz, o fado tinge-se de cante alentejano, bossa nove e jazz. Toma novos rumos para ganhar outros sentidos".,
Jorge Lima Alves, in Actual
"Mas o que se ouve em Zambujo é algo já que vai mais fundo. É um jovem cantor de fado que, intensificando mais a tradição do que muitos de seus contemporâneos, faz pensar em João Gilberto e em tudo que veio à música brasileira por causa dele", Caetano Veloso, in www.obraemprogresso.com.br/tag/antoniozambujo/
sábado, 17 de janeiro de 2009
Projecto. Aceita-se colaborador(a)

Gostava de fazer perdurar no tempo todas as lojas e boticas antigas de Beja.
Adoro aquela drogaria (do Largo do Museu), adoro aquela papelaria que fica na rua de trás (perto das Maltesinhas), adoro mais acima a tabacaria (da rua dos táxis). Sigam comigo pela rua do Sembrano adiante e vamos desaguar na esquina onde era o Marçal (que eu adorava mas que infelzmente deitaram abaixo). Sigamos - dizia eu - até à Rua das Lojas e desçamos até àquela outra drograia que eu também adoro ou (tanto faz!) subamos até à retrosaria que muito admiro, a inconfundível Casa Seatra.
O que têm em comum todos estes sítios? Na verdade, apenas o facto de serem antigos o que os torna realmente bonitos. Talvez o facto de encerrarem uma história que dá vontade de descobrir, escrever, fotografar e preservar no tempo, antes que o tempo, as grandes superficies, os hipermercados, as "chinesises" as destruam.
Imaginei uma exposição feita com retratos de todas estas nossas lojas, imaginei pequenos textos a contar as suas grandes histórias, e imaginei até que que essa exposição pudesse ser enriquecida com produtos genuinamente portugueses, como a pasta medicinal Couto, o restaurador Olex, o atum Bom Petisco, o sabonet Ach Brito, enfim...(há imensos e eu faço colecção)
E, como se não bastasse, até imaginei onde ela poderia ser exibida: naquela Farmácia linda do tempo do PH na Praça da República.
Aceito fotógrafo para o desafio. Ficarei encantada de puder escrever os textos...
PS: Se se lembrarem de outras ou se conhecerem alguém que possua fotos de algumas já extintas, por favor comuniquem. Eu sei que há mais!
Património Imaterial: Baleizão é rica!
Conversas Tertulianas
Moderna: quem fala por si?

A direcção da Universidade Moderna foi notificada a 30 de Julho do ano passado pelo Ministério do Ensino Superior para ser encerrada compulsivamente por falta de viabilidade económica e incumprimento de requisitos. Entretanto, foi feito um pedido de suspensão da decisão anunciada pelo Ministro.
Certo, certo é qua a Moderna fechou as portas em Beja no início deste mês.
O que devo fazer agora, a quem me devo dirigir para obter o certificado que comprove que paguei e fiz três quartos de uma pós-graduação? Preciso de dar entrada com o processo noutro estabeleciemnto de ensino.
domingo, 11 de janeiro de 2009
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
A Turma: imperdível!

Baseado num estudo de François Begaudeauque que deu origem ao livro Entre les Murs foi adaptado para o cinema pelo realizador Laurent Cantet tendo ganho a Palma de Ouro de Cannes 2008. Traduzido em português para A TURMA, este é um filme imperdível.
"O filme retrata um ano de um professor e da sua turma numa escola de um bairro problemático de Paris, microcosmos da multietnicidade da população francesa, espelho dos contrastes multiculturais dos grandes centros urbanos de todo o mundo. A escola, o desafio de ensinar e o conflito na sala de aula."
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Centros Escolares. Que benefícios?
Mas o que pensar de escolas onde lidam diariamente crianças dos 3 aos 18 anos? Há uma perspectiva de continuidade e de pertença à escola, é um facto. Mas, ao mesmo tempo, não será a diferença de idades uma tarefa difícil de gerir?
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Bispo de Beja na internet
A Igreja aderiu às novas tecnologias e temos o Bispo de Beja, D. António Vitalino no You Tube, a desejar boas festas a todos e a lembrar que na celebração da quadra natalícia "surge uma nova possibilidade de vida plena" (...) e que tal "é possível mesmo na exiguidade dos recursos materiais". Será que escutei bem?
domingo, 4 de janeiro de 2009
Em jeito de balanço...
As taxas de juros subiram, os combustíveis subiram, os bens alimentares subiram enquanto os ordenados e as pensões sociais se mantiveram. As desigualdades acentuaram-se. Televisões, rádios e jornais deram-nos conta, durante 365 dias, de muitas más notícias.
No que respeita à minha Cidade Não conhecemos projectos novos. Nem do poder local nem do poder central. Não vimos concretizados os projectos antigos: IP8, aeroporto, Alqueva e as suas mais valias. Não houve afinal novos investimentos (nem de pilhas nem de materiais de aeoronáutica). Aumentou o desemprego, o trabalho precário e a (e)migração. A desertificação do interior ganhou terreno.
Em jeito de balanço, 2008 foi um ano difícil para a Cidade e para o País. E as previsões - desenhadas pelos mais ilustres especialistas em matéria de economia, finanças, educação, saúde, justiça, assuntos sociais- para o ano que agora começou não são nada animadoras.
Últimos dias de 2008
Natal
Em família. Nuclear: pais, manos e manas, cunhados e cunhadas, sobrinhos.
Primos, primas, tios, tias, avós... isso era dantes! Noutros tempos que me trazem saudades.
Prendas para todos, prendas de todos. Escolhidas com aquela precisão que nos surpreende.
Iguarias óptimas e excessivas.
Passagem de ano
Entre amigos. Poucos, mas bons. Antigos, mas bem conservados. Cumplices. Com passas, champanhe, fogo de artifício e tudo a que se tem direito.
Iguarias óptimas e excessivas. Mais uma vez!
Férias
De 20 de Dezembro a 5 de Janeiro: 15 dias. Merecidas. Desejadas. Bem saboreadas. Entre amigos e entre família. E entre Festas. A terminarem hoje, domingo no Mundo.
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Novo motivo de orgulho!
Grandes Prémios Precariedade
Os prémios (estatuetas com a língua de fora) ou gasganetes couberam a Belmiro de Azevedo, a Manuela Ferreira Leite, ao Programa Novas Oportunidades e a josé Sócrates contemplado com duas estatuetas na categoria Sem Vergonha e Grande Prémio Precariedade.
200 mil trabalhadores X 248€
Ao que parece temos mesmo que fazer a dita declaração,que todos desconhecíamos, denominada IES, mas pelo menos dão-nos uma folga até Janeiro. Façamos as contas e vejamos quanto o Estado iria arrecadar multiplicando 248€ por 200 mil trabalhadores? Hum?
terça-feira, 25 de novembro de 2008
...por correio verde!
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Condenados pela casa amarela. Se fosse vermelha...

Até já!
Estive atenta aos comentários e a seu tempo responderei para encerrarmos de vez o tema "Mais Alentejo". Até já!
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Prémios + Alentejo: tenham vergonha!

Tem um bom grafismo (com notórias evoluções), tem uma boa fotografia - isto para falarmos da forma. Já no que concerne ao conteúdo... falemos primeiro das crónicas de opinião escritas por gente cheia de boa vontade que não ganha nada por elas, gente reconhecida nas áreas sobre as quais debita. Até aqui tudo bem.
E quanto ao estatuto editorial? O que o define? Como se define?
Tanto quanto sei e posso comprovar (lendo-a) esta revista mais não faz do que ir atrás dos seus interesses publicitários, publicando temas (sejam notícias, entrevistas ou reportagens) que dizem respeito a uma autarquia, por exemplo, se a própria se comprometer a anunciar uma festa ou romaria local. Não é o interesse do leitor, a pertinência dos temas que urge colocar em prmeiro lugar. Quem dita as regras e os alinhamentos desta revista são os seus anunciantes.
Mas há mais! Atente-se à ficha técnica e contem-se os jornalistas que por lá já passaram sem nunca constituirem equipa, assim como as secretárias de redacção ou os comerciais. Seguros, seguros estão o editor, a fotógrafa/publicitária e o designer, vulgo, marido, mulher e filho, respectivamente.
Onde é distribuída? Quantos leitores atinge? Quantos assinantes tem? Quantas foram já as gráficas que a imprimiram e quantos calotes foram ficando por pagar? Quantas distribuidoras já lhe pegaram e quantas têm dinheiro a receber?
E lá vêm eles mais uma vez com as edições dos prémios "Mais Alentejo": tenham vergonha!
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Ainda as questões do turismo...
Não tarde são onze e meia da noite e ninguém sabe ainda de nada!
Lopes Guerreiro critica PCP (mais uma vez)
Isso verifica-se, com demasiado frequência, em organizações culturais, desportivas, recreativas, sociais, sindicais, empresariais, autárquicas, políticas… Quando perdem a maioria criam organizações similares em que possam voltar a mandar.
Se essa situação é prejudicial em qualquer parte aqui, no Alentejo, ainda é mais prejudicial, porque somos poucos e quanto mais divididos mais dificuldades temos em alcançar os nossos objectivos comuns.Em vez de pretendermos impor as nossas ideias e intenções, os nossos planos e projectos a todo o custo, deveríamos antes tentar envolver e empenhar a maioria neles ou, se e enquanto não o conseguirmos, participar no que a maioria decidir.(..)"
Será que li nestes excertos de Lopes Guerreiro uma crítica à posição assumida pelas autarquias comunistas no que diz respeito à ARTA?



