segunda-feira, 29 de setembro de 2008

A Câmara de Beja não tem também umas casitas?

O Carlos Dinis, o Paulo Dinis e a companheira deste, Sílvia são de Beja. São três jovens que vivem sem qualquer apoio familiar e que são acompanhados pelos serviços de Segurança Social desde 1998, instituição que em conjunto com outras suas congéneres, tem vindo a delinear com os jovens os seus diferentes projectos de vida.
O Carlos recebe uma pensão social e aguarda que o Centro de Emprego defina o seu plano pessoal de emprego, a Sílvia frequenta uma acção de formação profissional remunerada e o Paulo aufere o rendimento social de inserção. Estas são as fontes de rendimento destes jovens que não conseguem encontrar trabalho e que já cumpriram todas as etapas no que respeita à formação pessoal, tendo todos a escolaridade minima obrigatória. Não obstante estarem sinalizados pelos serviços competentes, estes jovens vivem actualmente um problema grave ao qual nenhuma das entidades envolvidas conseguiu, até ao momento, dar resposta: habitam os três numa casa arrendada sem o minímo de condições de higiene, privacidade e conforto.
Desde Dezembro de 2007 que um seu amigo tem tentado ajudá-los no sentido de melhorarem as suas actuais condições de vida. Para tal, desencadeou uma série de missivas junto de instituições como a Segurança Social, o Governo Civil, a Cáritas Diocesana, a Junta de Freguesia a que pertencem e a Câmara Municipal local. Foi enviada uma carta a cada uma das instituições a solicitar apoio no que respeita às condições de habitabilidade dos jovens, a qual não obteve qualquer resposta. Por tal facto, nova carta foi endereçada às instituições supracitadas, desta feita a 1 de Junho de 2008. Sem nunca merecerem respostas por escrito, algumas soluções foram, entretanto, apontadas (oralmente) nomeadamente:
1) A casa não pode ser alvo de obras de requalificação, pois não existe contrato de arrendamento;
2) Podem procurar uma nova casa cuja renda não ultrapasse os 250€ mensais e ser-lhe-á atribuído um subsídio equivalente a metade dessa renda;
3) Podem ocupar uma das casas no bairro de etnia cigana da cidade.
Ora bem! Todos sabemos que não há casas para alugar a 250€ em Beja e todos deveríamos saber que o bairro de etnia cigana não é o ideal para estes jovens viverem já que se encontram integrados num núcleo de vizinhança que os apoia e ajuda e que estão integrados na cidade que os respeita e acolhe. Transferirem-se para esse bairro causa-hes medo e a mim também me causaria. Trataram-se, portanto, de três soluções, no mínimo desonestas.
Nova carta foi então, enviada às entidades competentes, desta feita a 6 de Agosto último. Aguardam-se respotas. De preferência e merecidamente por escrito.
Mas atenção! Parece que, nestes entretantos, o Governador Civil quis acompanhar a situação e questionou a Segurança Social de Beja, tendo esta instituição respondido que "no que respeita à acção de inserção na área da habitação e realojamento a mesma foi definida devido a problemas de precariedade das condições habitacionais (...)" e ainda "esta acção é da responsabilidade da Câmara Municipal de Beja no quadro do Núcleo Local de Inserção, não tendo existido até ao momento capacidade de resposta". O Senhor Governador Civil mandou cópia desta carta aos jovens e eles fcaram com a certeza de pelo menos duas coisas:
1) É reconhecido publicamente que a casa não reúne condições;
2) É à Camara de Beja que compete resolver este problema.
Está a aproximar-se outro Inverno, vai fazer em Dezembro um ano que esta questão foi levantada e vão-me dizer que a autarquia não tem uma casa num bairro social em Beja para atribuir a estes jovens? Daquelas como Lisboa tinha? Com rendas baixas? Ou será que também estão reservadas para os Batistas Bastos lá da terra? Eu conheço alguns que pagam rendas irrisórias e não demoraram assim tanto tempo a mudarem-se para lá!

Certamente em sofrimento...

O Público.pt de hoje noticiava que os cerca de 900 habitantes de Albernôa estão sem médica de família porque esta se encontra de baixa.
Então e o que dizer de um só médico psiquiatra para todo o distrito de Beja? Para os 14 concelhos do distrito de Beja? Nem para a cidade que fosse bastava um, quanto mais para o distrito!Um por concelho seria pedir demais? Não me parece! Há certamente muita gente em sofrimento e a precisar de ajuda médica especializada. (Isto já foi notícia na Visão, mas não percebo porque razão ninguém lhe deu o devido destaque!!!)

A geração 1000 euros e a crise!


Já que falam todos da crise, então façamos lá as contas:

1.149,50€ arredondam-se para 1.150€ - é o que recebo mensalmente.

199,50€ para o iva, arredondam-se para 200€ - é o que pago mensalmente.

Vamos em 950€ de valor real de ordenado.

Agora é só subtrair:
150€ para a segurança social - vai em 800€;
450€ para a renda da casa - vai em 350€;
50€ para despesas de casa (água, luz e gás) - vai em 300€;
50€ para despesas de comunicação (telemóvel e internet) - vai em 250€;
50€ de um crédito que fiz para a mobília - vai em 200€;
10€ por dia (x 30 dias de um mês) para alimentação - vai em -100€ (SALDO NEGATIVO)
5€ por dia (x 30 dias de um mês) para o vício de fumar - vai em -250€ (SALDO NEGATIVO)

E se quiser ir ao médico? E se quiser ir à farmácia? E se quiser ir jantar fora? Ir à cabeleireira? Ir à depilação? Passear? Comprar um livro? Um cd? Oferecer um presente? Ver um espectáculo? E se tivesse um carro (com revisões, inspecções, gasolinas e arranjos e selos e tudo o que isso implica)?
Das três uma: ou tenho quem me ajude a cobrir o saldo negativo, ou trabalho noutro sítio a desoras ou vivo dos imóveis que tenho a render!


Imigração no distrito:problema ou solução?

É um paradoxo real: na região Alentejo onde persiste uma elevada taxa de desemprego (a mais alta do país) existe uma forte necessidade de mão-de-obra imigrante. "Cerca de 30 mil imigrantes são esperados no Baixo Alentejo para suprir as carências de mão-de-obra que os grandes projectos programadaos para a região vão necessitar a curto prazo", noticia o jornal Público na edição de ontem. A conclusão foi retirada durante a conferência "A imigração no Baixo Alentejo" que teve lugar em Beja, nos passados dias 3 e 4 de Outubro. As obras do Aeroporto, o regadio de Alqueva e a ampliação do complexo de Sines são os três principais projectos responsáveis pela angariação de imigrantes. Maria Baganha, investigadora no Centro de Estudos Sociais da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, presente na conferência, alerta para as consequências associadas à vinda da nova vaga de imigrantes aludindo a um possível choque cultural e a um possível "agravamento das tensões sociais" entre os naturais da região e os imigantes, o que pode, acrescenta ainda, vir a redundar num "problema grave de dificil solução".
Que tensões são estas? Que problema grave é este? Porque é que o Carlos Dias não perguntou isso à senhora investigadora?
Até agora os imigrantes tem sido para a região e para o distrito de Beja, em concreto, parte significativa da solução para um problema que nos assola gravemente: a desertificação do interior! Portanto, Maria Baganha não percebemos a que se refere. Ora explique lá....

O que falhou?

Tinha mercado: autarquias, associações de desenvolvimento local, empresas de média e grande dimensão, comerciantes, escolas, universidades, partidos políticos. Não há dúvidas de que tinha mercado. Havia procura e nenhuma oferta. Nenhuma concorrência, portanto. Falo da Campo dos Media, a empresa de que Beja precisava. A empresa que conjugava várias áreas do saber dentro da grande área que é a comunicação. Tinha também, claro está, os meios para dar resposta a toda esta procura e para sustentar toda esta oferta. Material de filmagem, de aúdio e vídeo, maquinaria de impressão, de corte e de tratamento de impressão, uma boa frota à disposição, espaços prórpios para cada trabalho e cada trabalhador. Fornecia, portanto, uma gama ampla de serviços: assessoria de imprensa, impressão em grandes formatos, organização de eventos, elaboração de sites e muito, muito mais. Tinha, claro está, também equipa. Jornalistas, designers, web designers, programadores, animadores, ilustradores, gente experiente e gente com garra. E mais importante que tudo, gente capaz de delinear estratégias de comunicação das mais simples às mais sofisticadas segundo as necessidades de cada cliente. Delineá-las e executá-las!
O que falhou nesta empresa de que Beja tanto precisava, para a qual não havia nem há hoje, ainda, concorrência?

RuralBeja: um acontecimento virtual!

A máquina de assessoria de imprensa da RuralBeja já começou a trabalhar! Já temos os periódicos todos a falar do assunto. No entanto, um tanto ao quanto baralhados, digo eu! Pois que não sabem bem como hão-de tratar o tema. A RuralBeja é o certame principal que aglutina as outras (RuralBio, Vinipax e BejaSénior) ou, pelo contrário, cada uma das três inciativas já ganhou vida própria e, por mero acaso, estão incluídas na RuralBeja?
Parece-me que este segundo cenário é o mais real! A RuralBeja não tem (nem nunca teve) um fio condutor, um público-alvo bem definido, uma estratégia de promoção bem delineada. Além do mais nunca serviu os propósitos a que antes se propunha que eram os de colmatar a inexistência das tradicionais feiras de Maio e Agosto em Beja. A RuralBeja transformou-se num conjunto de stand's de entidades várias, públicas e privadas, que nada tem de rural e com meia dúzia de autarquias à mistura!
Entretanto A RuralBio já podia, por si só, ser uma feira autónoma. A BejaSénior (ainda que com muitas lacunas) também já conquistou o seu público e espaço próprios na cidade e a Vinipax, essa então, nem se fala! Triplicou este ano o número de expositores e podia, essa sim, ser a feira de Beja. Com um nicho de mercado absolutamente bem definido e bem enquadrado.
Quem é que vista a RuralBeja? Quem é que ganha com a sua organização? Quem é que gasta dinheiro com ela? Urge responder a estas perguntas!

Breviário das Almas

Sinto-me orgulhosa por ver um bejense ganhar um prémio desta envergadura. Parabéns! O talento de Joaquim Figueira Mestre, actual director da Bibloteca Municipal de Beja, foi reconhecido. É-lhe hoje atribuído o Prémio Nacional de Conto "Manuel da Fonseca", pela obra apresentada a concurso (entre 66) "Breviário das Almas". Trata-se de um prémio instituído pela autarquia de Santiago do Cacém, local onde hoje decorre a cerimónia. Gostaria de lá estar para poder aplaudir!

Anima(Tu) e Eles:Zootrópico

Começa hoje, dia 15 e prolonga-se até domingo, dia 19, no Cine Teatro Pax-Júlia mais uma edição de Animatu, o Festival Internacional de Cinema de Animação Digital promovido pela associação bejense Zootrópico. A iniciativa promete levar a Beja realizadores estrangeiros, promover acções de formação e conversas sobre a temática da animação digital. Prevista está também uma competição de curtas-metragens, assim como a exibição das mesmas.

Nunca estive em Bagdad



Sei que esteve três dias em cena. E sei que muito bem! Li comentários elogiosos!

Parece que foi desta que As Lêndias d'Encantar constituíram finalmente equipa: a atentar pela persistência das fichas técnicas e pelo número de estreias parece-me bem que sim. Fico contente!

E tenho muita pena de não ter visto. Não estará programada uma digressão? Itinerância? Tourné?

A + alta taxa de desemprego do país!

O Alentejo é a região com a mais alta taxa de desemprego do país, noticia o Público de hoje. Os salários, adianta, também são baixos com cerca de 43% dos alentejanos a ganharem menos de 600€ por mês. Mas há mais: 81 mil trabalhadores da região exercem trabalho precário, sendo que a taxa mais elevada de precariedade está entre as mulheres que são, ao mesmo tempo também, as maiores vítimas do desemprego.

Um problema técnico: datas paradas no tempo.

Será que alguém me pode ajudar? Porque razão todas as mensagens surgem datadas de 29 de Setembro se eu tenho a preocupação, o prazer e o trabalho de actualizar o meu blog todos os dias?
Como faço para alterar isto?

Depois...



Agora sim! Depois de muitos suplementos semanais e algumas revistas de igual periodicidade, é ver o hall repleto de "Fugas", "Públicas" e "Visões". Bastou por fita-cola dos dois lados!

Antes...



Isto de alugar casas tem os seus inconvenientes!

Onde é que já se viu ter de confrontar-me todos os dias com um hall repleto de azulejos destes? Lindos!!!

Passado revitalizado

Após protocolo assinado entre a Direcção Regional de Cultura do Alentejo e a Câmara Municipal de Beja, ficou assente que a autarquia vai passar a ser responsável pela manutenção, conservação e revitalização das ruínas romanas de Pisões. Segundo noticiam os órgãos de comunicação social da região "é intenção da edilidade transformar Pisões num pólo de atracção turística e inclui-las num percurso mais alargado que passe pelos restantes vestigios romanos que existem na cidade".
Já não era sem tempo!

1500 postos de trabalho

Deixaremos de assistir às excursoes à Guia, no Algarve. A partir do final deste ano os bejenses poderão contar já com o "seu" centro comercial de nome Vivaci. E nem vale a pena os comerciantes da baixa virem agora protestar: é sabido que há muito não se faziam compras nas Portas de Mértola!
Criar-se-ão 1500 postos de trabalho e esta é que é realmente a notícia!

Recibos Verdes!

Depois de uma jornada de luta marcada ontem pela CGTP com a realização de debates, plenários e greves a propósito da discussão do Novo Código do Trabalho e, depois da greve marcada pela Função Pública ... onde ficam os discursos e as medidas para os trabalhadores a recibo verde? O que nos propõem, de facto?

Valorização do património:já!

A Direcção Regional de Cultura do Alentejo e a Câmara Muncipal de Beja vão assinar, no próximo dia seis de Outubro, um protocolo de colaboração para a valorização do património cultural material e apoio à Rede Museológica do Município de Beja.
Em que é que isto se traduz? Estou curiosa!

Arte Pública em digressão

O grupo de teatro ArtePública esteve recentemente presente no Festluso, um Festival de Teatro Lusófono no Brasil com as peças "Camões é um poeta rap", "As Velhas" e um wokshop dirigido pela encenadora Gisela Cañamero. A digressão continua, agora, pelo país fora de Norte a Sul também com outra peça em reposição "As Marianas".

Diário do Alentejo. Que futuro?

Foi discutida hoje no plenário da Assembleia da República (AR) a lei do pluralismo e da não concentração nos meios de comunicação social. Caso o diploma seja aprovado é colocada em causa a continuação do jornal Diário do Alentejo enquanto propriedade da Associação de Municípios do Baixo Alentejo e Alentejo Litoral (AMBAAL).
Aguardemos pelo desfecho!!

...de volta!


Depois de 10 dias de portas e janelas fechadas...eis-me de volta à cidade e à blogoesfera.