Porque preconizo a equiparação dos direitos civis e politicos das mulheres aos dos homens, EUFÊMEA pode ser um blog feminista. Porque sou admiradora confessa de Catarina Eufémia, EUFÊMEA pode ser considerado um blog reivindicativo, contestatário, lutador. Porque - ainda por cima - sou alentejana e baleizoeira, EUFÊMEA é também um blog isento de eufemismos.
quarta-feira, 31 de março de 2010
terça-feira, 30 de março de 2010
segunda-feira, 29 de março de 2010
sexta-feira, 26 de março de 2010
Abril trabalhos 1000
Sapatos
Estruturar secções
Definir temas
Escrever - entrevista
Escrever - caixa
Escrever - breves
Escrever - outras secções
Azeite
Press – Escrever textos
Folheto – Escrever textos
Azeitona
Press – Escrever textos
Folheto – Escrever textos
Azeite e Azeitona
Site – Escrever textos
Ovelha
Estruturar jornal 1
Estruturar jornal 2
Escrever conteúdos (notícias, entrevistas, reportagens)
Carta "Olá, eu sou...,eu sei..., eu gostava..."
Possibilidade 1
Possibilidade 2
Possibilidade 3 (?) - consultar conselho consultivo.
Portfólio
Fazer estrutura (cronológica)
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Fazer digitalizações que faltam
Tirar fotografias que faltam
Rede
Corrigir texto inicial
Acrescentar sub-títulos
Acrescentar exemplos
Regionalista
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Secções
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CAPa
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Eufêmea
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quarta-feira, 24 de março de 2010
sábado, 20 de março de 2010
Ao que isto chegou!
A gente escreve desvalorizando a abertura de um lugar para jornalista em Beja. Pelas razões atrás expostas.
Sim. A gente escreve e há logo quem comente "acho que devias concorrer".
A gente pega no telefone e pergunta "achas? porquê?".
E ele responde "estás armada em esquisita?".
A gente desliga e fica a pensar naquilo.
E...no outro dia a gente vê outro anúncio a pedir jornalistas. Também. Também para Beja.
E então a gente pensa "MERDA! QUE EU TINHA RAZÃO!"
O dito anúncio de um novo projecto editorial para o Alentejo (sim vai aparecer um novo jornal em Beja depois de ter ouvido dizer que outro ia sucumbir), mas dizia eu...no dito anúncio lê-se assim (copy/paste):
Perfil Pretendido:
- Com idade até aos 35 anos, habilitados com o ensino secundário completo ou nível de qualificação 3 ou 4, ou com formação superior (preferencialmente em áreas ligadas a Comunicação Social/Jornalismo/media ou equivalente);
- Com ou sem experiência.
- Motivação e interesse na área da imprensa escrita;
- Gosto pelo trabalho em equipa;
- Bom comunicador(a) e com algumas aptidões comerciais serão factores valorizados;
- Vontade de aprender;
- Pro-activo;
- Carta de condução.
E PASME-SE oferece o seguinte:
Oferece-se:
- 6 meses de estágio curricular (não remunerados, mas com suporte das despesas inerentes ao desempenho da função);
- 20% de comissões sobre os contratos de publicidade angariados;
- Viatura e telemóvel de serviço;
- Atribuição de diploma de frequência de estágio;
- Carta de recomendação (desde que a avaliação final do estágio seja positiva)
Carga horária e locais de Estágio:
- 40 horas semanais;
- Évora e Beja
sexta-feira, 19 de março de 2010
Dia do Pai

Sempre soube que tinha um pai diferente. Diferente do pai dos outros meninos e meninas. Digamos que um pai com possibilidades educativas especias. Os pais dos outros meninos e meninas tinham trabalhos árduos e duros. O meu pai trabalhava num escritório com muitas folhas, lápis, canetas coloridas e deixava-nos escrever à máquina. Na casa dos outros meninos e meninas havia muitos cães de loiça e rendas e naperons e na casa do meu pai havia muitos livros e jornais e outros papéis e era tudo um pouco mais desarrumado, mas nós não tínhamos medo de nos mover entre as coisas. Se partíamos um copo um prato ou assim, ninguém ralhava connosco. Diziam "deixa estar, não faz mal, acontece". Na casa das minhas amigas e amigos, não. Havia castigos. Por estas e por outras eu sempre soube que tinha um pai com possibilidades educativas especiais.
Ele adormecia-nos a contar histórias e inventava-as na hora. Sei-o porque no dia seguinte pediamos-lhe aquela outra vez e já nada batia já certo. Porém, antes de irmos dormir e como só entrávamos ao meio-dia, víamos todas as séries do Hitchcook com ele. E depois tínhamos medo, mas como ele tinha uma espada para matar os maus, descansávamos em paz. Se nos queixávamos que tínhamos que ir para a capela do Patronato o meu pai dizia "mexam a boca e façam che che che, fazendo de conta que estão a rezar". E nós fazíamos. Ao sábado íamos com ele ao mercado e depois à cooperativa quando não havia ainda hipers em Beja. A paciência do homem! Realmente sempre soube que tinha um pai com possibilidades educativas especiais. Os pais dos meus amigos e amigas não iam às compras, só trabalhavam, almoçavam e jantavam em casa e depois saiam para ir beber copos com os amigos.
Antes disto tudo, era eu muito pequenina, um dia o meu pai quis levar-me à feira de Agosto ou de Maio, não me lembro. Vínhamos de Baleizão e nunca tíinha ido a uma feira e durante todo o caminho perguntei: "aquelas luzinhas são a feira?, aquelas luzinhas são a feira. Devia estar a ver as Neves ou Beja ao fundo, não sei. O caminho pareceu longuissimo.
O meu pai é que ia às reuniões da escola. Ele era o encarregado de educação. Os pais dos outros meninos não. Ele via os nossos trabalhos, os nossos desenhos, os nossos carimbos, as nossas fichas. Ele fazia connosco os trabalhos de casa. E uma vez fez comigo um trabalho sobre o 25 de Abril e outra sobre o Nélson Mandela. Com o primeiro ganhei um prémio: um disco (LP) dos Trigo Limpo. Que alegria e que desgosto! A gente chegava a casa a queixar-se que a professora dava reguadas nos meninos e ele dizia-nos para falarmos com a professora e queixarmo-nos que não gostávamos de ve-la a bater nos nossos amigos. Enfim, um pai com possibilidades educativas especiais, pois os pais dos outros meninos, pelo contrário, incitavam a professora a bater nos seus próprios filhos!!??.
Uma vez o meu pai fez com uma caixa de cartão e umas roldanazinhas uma televisão para nós, outra vez construi em esferovite uma casa miniatura com o meu irmão e outra vez ainda fizemos um jornalinho.
Quando a minha mãe não estava em casa organizava jantares pick-nick. Estendia uma toalha no chão da sala e ia buscar empadas ao Luís da Rocha e croquetes e rissóis à Cozinha. Se era preciso zangar-se, zangava-se, mas sabia fazer as pazes. Nunca deixou de falar a um filho como o faziam os pais dos outros meninos e meninas e também nunca nos deixou ir brincar para a rua sem um horário de ida e de volta como os pais e as mães dos outros meninos e meninas.
Eu sei e sempre soube que o meu pai tinha possibilidades educativas especiais: oferecia-me prendas no dia da criança, depois no dia da mulher e houve uns anos em que ficou confuso e os dava nas duas alturas. A primeira lingerie que tive foi ele que ma deu, assim como o primeiro perfume. Os pais das outras meninas não. Hoje ainda se preocupa se eu vou ao dermatologista e se ponho os cremes de dia e de noite, se ando bem de saúde e faço análises todos os anos, se vou ao dentista, ao oftalmologista e ao ginecologista. Os pais das outras meninas não.
Ele tinha o sonho de nos levar a Paris. E levou-nos. E um ano - desorientado com a vida - carregou connosco para o Norte do país. Temos fotografias e vídeos e nenhum de nós se esqueceu dessas aventuras. Em todos os caminhos ele tinha amigas que nós podíamos conhecer. Os pais das outras meninas não: escondiam-nas.
É o meu pai. Até hoje um homem com possibilidades educativas especiais.
Hoje é o dia dele porque é o dia de todos os pais do mundo e também porque ele está preocupado com a vida e anda adoentado e, portanto, precisa de mimo. Por isso lhe ofereço este texto e também porque não tenho para já dinheiro para lhe oferecer uma prenda.
hoje soube-me a pouco

Quase.
Tinha um convite. Era à borlium. Disse que sim. Que ia. Mas meti-me em casa e fiquei colada ao sofá.
Adormeci.
Agora (são uma da manhã!) despertei.
Merda.
Era só um esforçozinho. Valia a pena. Vale sempre.
Estive a pensar...já o vi:
1) no Pax Julia antes mesmo daquilo entar para obras num 25 de Abril à pinha;
2) no Ritz Club em Lisboa com uns moços em palco muito malucos;
3) em Odemira naquele feira que lá fazem;
4) na abertura do programa Beja Polis na Casa da Cultura;
5) na reabertura do Pax Julia já perdido de bebâdo;
6) numa quima das fitas em Beja nos pavilhões da Expobeja, de todos o pior concerto da minha vida e talvez da dele.
E como se não bastasse ainda nos encontramos cá por casa e ele obriga-me a subir à table dance.
Ao longo de todos estes anos "sei que fiz um amigo e coisa mais maravilhosa no mundo não há". Mas...
estou estoirada, Sérgio. Perdoa-me.
quinta-feira, 18 de março de 2010
a formação da informação
quarta-feira, 17 de março de 2010
terça-feira, 16 de março de 2010
novos talentos com B de Beja
Tenho andado a magicar...é importante conhecer e dar a conhecer a Beja os novos talentos de Beja. Os novos criadores. Figueira Mestre fe-lo e bem na sua extinta Rodapé na secção talentos com B de Beja. Mas o trabalho ficou a meio. E eu também. Por isso, dizia, tenho andado cá a magicar...e pensei entrevistá-los para o meu blogue. Porque não? Entretanto, subitamente e sem que nada o fizesse supor, eis que recebo um convite para dar corpo a esta minha ambição. Noutro suporte. Também cultural. Estamos a trabalhar. Trabalhando. Ou melhor culturando. (sim, no gerúndio. à boa maneira alentejana). Entretanto aqui ficam umas pistas.
segunda-feira, 15 de março de 2010
domingo, 14 de março de 2010
sábado, 13 de março de 2010
BejapontocomaMadeirapontosem
sexta-feira, 12 de março de 2010
quinta-feira, 11 de março de 2010
é hoje!
quarta-feira, 10 de março de 2010
terça-feira, 9 de março de 2010
segunda-feira, 8 de março de 2010
Mulheres de minh'alma
Mariana ficou no convento em Beja.
A meninice passou-a rezar,
a crer num Deus que não a soube estimar.
Menina da burguesia,
dizia que não, que não, que não queria,
aquela hipocrisia!
Enclausurada sem saber porquê,
Catarina ficou na aldeia de Baleizão.
A meninice passou-a a querer-se superar.
Criança camponesa,
dizia que não, que não que não queria,
mais fome à sua mesa!
Jovem idílica e encantada,
por janelas contemplava o horizonte,
donde surgiu um dia um cavaleiro francês.
Jovem sonhadora e cansada,
pelos campos, pela fontes, pela seca e pela verdura,
passeava firme e segura com Carmona na planura.
A vida traiu as duas.
Por devoção!
Por revolução!
Uma amou perdidamente e até à loucura,
um homem hostil à sua doçura.
A outra quis defender a dignidade, sua dos seus e do povo,
e nisto foi mais universal.
Se uma verteu para o papel o sofrimento,
que era amável instrumento da burguesia,
saber escrever o que na alma que ia.
A outra deu um passo derradeiro,
na lama do chão, da terra, do fascista, do vil Carrajola,
que lhe lançou o tiro certeiro.
Viveram para a luta dos trabalhadores,
para a luta dos amores,
e morreram sem que ainda se preveja:
qual delas foi mais mulher?
se a que avança,
se a que deseja.
Comemoração dos 100 anos do Dia Internacional da Mulher.
ai! está prestes...

domingo, 7 de março de 2010
Acerca da isenção, da imparcialidade, da objectividade, da transparência predicados de uma comunicação social livre
Com o recente desaparecimento do Dr. Flores e do abandono do Vítor Silva, sou já o mais antigo colaborador desta Revista. Di-lo, ou melhor, escreve-o como se isso fosse motivo de orgulho. O que a mim muito me espanta! Confesso! Iniciei esta minha colaboração, através da publicação de uma crónica – contra a corrente - por edição, faz agora, precisamente, oito anos. Embora o Director António Sancho me tenha convidado antes, só aceitei colaborar com a Mais Alentejo depois de ter deixado a presidência da Câmara Municipal de Alvito.
Porque não dava a Autarquia que então dirigia, a essa revista que agora tanto admira, sequer um quarto de publicidade? Era interessante sabê-lo. Já que posso afirmar ter existido em tempos ordem expressa da Rua da Ancha para que as autarquias comunistas não investissem dinheiro em publicidade nesse órgão de comunicação social. Regra, aliás, só quebrada por João Rocha que pagava – posso afirmá-lo e prová-lo – não para que se publicitassem eventos do seu concelho, mas antes para que Sancho o deixasse em paz. Publicava, dava dinheiro para Sancho não falar dele. E regra, aliás, também quebrada tempos mais tarde pela autarquia de Beja quando esta integrou nos seus quadros Madalena Palma como assessora de imprensa.
Esta minha colaboração consubstancia um compromisso assumido com o Director da Revista, na sequência do seu convite, que consiste em poder escrever o que quiser, sem qualquer limitação, para além do espaço, o que tem sido cumprido escrupulosamente.
Era o que mais faltava que ele também interferisse nos seus conteúdos.
Tenho sido, com alguma frequência, confrontado por amigos e conhecidos a propósito desta minha colaboração, por considerarem criticáveis alguns aspectos da gestão da Revista e do comportamento do seu Director. É natural! Já se questionou porquê? A todos dou sempre a mesma resposta – a minha colaboração consiste em escrever uma crónica por edição.
É indiferente às dívidas às gráficas, às dívidas às distribuidoras, aos senhorios, aos trabalhadores, às finanças, à segurança social?
É indiferente aos despedimentos despóticos?
Às demissões em massa de corpo redactorial, comercial e administrativo como aquela que recentemente ocorreu?
Nunca se questionou porque tal sucede? Vive bem com isso?
Não deixo, no entanto, de registar que sobre o interesse do projecto de comunicação social e a qualidade atingida pela Mais Alentejo e sobre a competência profissional de António Sancho, seu Director, não oiço nem leio grandes críticas e até oiço e leio algumas referências bem positivas, vindas, principalmente, de quem não mistura e confunde as coisas.
Para além de alguns textos esporádicas que escrevi em jornais e de algumas entrevistas que dei a órgãos da comunicação social, o meu relacionamento mais estreito com esta começou há cerca de 20 anos, quando fui eleito presidente da Associação de Municípios do Distrito de Beja (AMDB), proprietária do Diário do Alentejo.
Desta minha experiência, que durou cinco anos, guardo boas e más recordações. As boas recordações prendem-se principalmente com a independência editorial (?) do Diário do Alentejo, que defendi e respeitei, e com o bom relacionamento que estabeleci e mantive com os seus directores e muitos dos seus jornalistas e restante pessoal. As más recordações têm a ver com decisões maioritárias do Conselho de Administração da AMDB, que tive de assumir e defender, de nomeação de um director do Diário do Alentejo em detrimento do saudoso Pedro Ferro e da recusa de contratação do jornalista Carlos Júlio, de competência profissional reconhecida e meu amigo pessoal, que ambicionava, como tantos de nós, ser jornalista no principal jornal da nossa região.
Pedro Ferro é maior que tudo isso!
Do parágrafo retenho e sublinho, apenas, o “ambicionava como tantos de nós”.
Por ironias do destino, seria por desafio do Carlos Júlio que me tornei presença assídua em órgãos da comunicação regional, há uma dúzia de anos, no Imenso Sul, onde colaborei regularmente com uma crónica. Mais tarde tive a mesma colaboração com O Campo e, agora, desde há oito anos, com a Mais Alentejo. Para além dessas colaborações com a imprensa mantive também durante algum tempo uma crónica semanal na Rádio Terra Mãe e faço há, alguns anos, comentário semanal às notícias do dia na Rádio Pax.
Curiosamente, ou talvez não, nunca colaborei com órgãos de comunicação social conotados com a minha área político-partidária.
Finalmente, há sete anos, aderi aos novos meios de comunicação e criei um blogue, o Alvitrando, e, no final do ano passado, com alguns amigos, criámos um blogue colectivo, o A Cinco Tons, através dos quais vou divulgando notícias da nossa região e opinando sobre, principalmente, a política local e regional.
Desta minha experiência concluo que existe uma enorme tendência para as pessoas se concentrarem nos emissores (quem escreveu ou disse, quem opinou, quem comentou) em detrimento da substância das notícias, das opiniões, dos comentários e, principalmente, das ideias.
A maioria das pessoas não se sente suficientemente livre (porque será?) para subscrever as suas opiniões, o que as leva a comentar sob o anonimato, principalmente nos blogues, onde muitos mostram não saber usar a liberdade que acham não ter, confundindo-a com maledicência, insultos, ofensas a terceiros.
Uma comunicação social forte e livre é reflexo de uma democracia consolidada e fundamental para o desenvolvimento da sociedade, das comunidades e dos territórios, enquanto uma comunicação social débil e sujeita às tentativas de controlo pelos vários poderes é reflexo da difícil convivência destes com a democracia e das suas dificuldades em utilizar a comunicação social como factor de desenvolvimento. Especialmente se essa comunicação social não servir senão os interesses pessoais de alguns e se as suas fontes de receitas não forem o leit motiv para as suas crónicas, reportagens, notícias, editoriais e afins.
sábado, 6 de março de 2010
sexta-feira, 5 de março de 2010
quem foi? quem foi?
quinta-feira, 4 de março de 2010
se este fosse um blogue (a) sério...
o sismo que abalou o Chile
a greve de fome dos dissidentes de Cuba
a crise na Grécia
a greve na função pública
a luta pela liderança do PSD
as inundações do Continente e ilhas
o estádio Flávio dos Santos
o festival Animatu
a visita de Daniela Mercury
...entre muitos, muitos outros assuntos pertinentes e de interesse geral, mas................................................................................................................................................................................................