
Porque preconizo a equiparação dos direitos civis e politicos das mulheres aos dos homens, EUFÊMEA pode ser um blog feminista. Porque sou admiradora confessa de Catarina Eufémia, EUFÊMEA pode ser considerado um blog reivindicativo, contestatário, lutador. Porque - ainda por cima - sou alentejana e baleizoeira, EUFÊMEA é também um blog isento de eufemismos.
sexta-feira, 2 de julho de 2010
quinta-feira, 1 de julho de 2010
quarta-feira, 30 de junho de 2010
DESMAGINA-TE
Diz que lá há mais de tudo.
Diz que há mais serviços.
Diz que há mais comércio.
Diz que há mais turismo.
Diz que há mais cultura.
Diz que há mais qualidade de vida.
Diz que há mais empregos.
Diz que já houve milhares de migrantes.
Diz que muitos são bejenses.
Diz que me desmagine de uma vez por todas.
Diz que desista dessa merda.
Diz que sim.
Diz que não concorra a mais concursos como o da C. M. de Castro V.
Diz que o Correio Alentejo ao lançar o seu fez bluff.
Diz que a Rádio Pax ao abrir o dela estava off: pagava 700€ mês.
Diz que o Diário do Alentejo tao pouco o abrirá.
Diz que não faça mais projectos como aquele e como o outro.
Diz que isto afinal é bom.
Há mais oferta. De tudo.
Diz que sim.
Diz que há mais serviços.
Diz que há mais comércio.
Diz que há mais turismo.
Diz que há mais cultura.
Diz que há mais qualidade de vida.
Diz que há mais empregos.
Diz que já houve milhares de migrantes.
Diz que muitos são bejenses.
Diz que me desmagine de uma vez por todas.
Diz que desista dessa merda.
Diz que sim.
Diz que não concorra a mais concursos como o da C. M. de Castro V.
Diz que o Correio Alentejo ao lançar o seu fez bluff.
Diz que a Rádio Pax ao abrir o dela estava off: pagava 700€ mês.
Diz que o Diário do Alentejo tao pouco o abrirá.
Diz que não faça mais projectos como aquele e como o outro.
Diz que isto afinal é bom.
Há mais oferta. De tudo.
Diz que sim.
Matiné



A partir de hoje iniciamos uma nova rubrica neste blogue inteiramente dedicada à sétima arte. Matiné não tem periodicidade regular. Vai surgindo consoante o tempo que tenho para as pesquisas. O meu tutor será João Bénard da Costa através do seu belo livro "Muito lá de Casa", depois recorrerei a algum do espólio do Cine-Clube de Beja e aí o guia será o meu pai.
Para começar deixo-vos apenas algumas imagens daquela que considero ser a actriz mais bonita da história do cinema e das principais actrizes do movimento Nouvelle Vague.
terça-feira, 29 de junho de 2010
segunda-feira, 28 de junho de 2010
domingo, 27 de junho de 2010
ver a vista
As pessoas são simpáticas pá. As pe-sso-a-s s-ã-o sim-pá-ti-cas. É verdade! O Bruno Pires sabendo que eu estava doente dos olhinhos enviou-me um mail com esta fotografia e um belíssimo trocadilho que dizia assim: "ver a vista". E eu acho isto tão bonito! Mas tão bonito...Já o Jorge na sexta à noite confidenciava-me "estou farto. farto e cansado das pessoas". Nao, não posso concordar com o Jorge desta vez, pois se eu cada vez mais gosto mais de todas e de cada uma. Interessam-me as pessoas na sua complexidade e subjectivdade.
Não sei se isto vinha a propósito, mas...acho que sim.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
ensaio sobre a vesguice
Falta-me a visão de conjunto. Vejo o mundo parcialmente.
É que tenho úlceras nas córneas. Feridas. Lesões. Diz o folheto de um dos medicamentos que tal se deve ao facto de, entre outros, não produzir lágrima suficiente. Ainda bem, penso. Sou uma mulher feliz! Não choro que chegue. E posto isto pergunto-me: será que para sermos felizes devemos ver só o que nos interessa? Ou melhor, não ver senão o que está debaixo do nosso nariz ou olhos como se diz vulgarmente?
Pois! Porque olho para diante, para frente e...NADA! Manchas. Nebulosas. Borrões. Coisas distorcidas: silhuetas, figuras, formas, feições. E já me perguntaram: "estás bem? é que tens um ar tão sério". Pudera! Como não vejo também não oiço. Não sei explicar, mas sempre foi assim. Se estou num concerto e não vejo bem o vocalista oiço claro está, mas não entendo. É verdade! E isto só me faz lembrar quando, às vezes, para conseguir dar certas aulas tirava os óculos. Assim, não via, logo não ouvia e não entendia o que se passava lá atrás, logo também não me desconcentrava e tudo corria melhor.
Esta merda é complicada: úlceras nas córneas!
Úlceras!
Córneas!
Tento apagar o cigarro aqui, afinal era mais à frente. Tenciono subir o degrau acolá, afinal era mais aqui. Não alcanço nada: a sinalética, as direcções. Para atravessar uma estrada viro o pescoço todo. Ando mais devagar. Falo mais devagar. Tenho dores. Comichão. Incómodo.
E um penso também. Um penso. No olho esquerdo. Só posso tirá-lo à noite quando a luz se esconde.
Ai!
A falta de visão de conjunto e a vista parcial do mundo não é para qualquer um! Dá-me que pensar como é que há tantos que as escolhem como modo de vida!
É preciso ter córneas!
No mínimo.
quando a ficção dá lugar à novela um género ainda menor que a literatura de cordel
Todas as coisas estão delicadamente interlgadas amor.Olha para nós. Os dois. Eu e tu. Eu aqui. Tu ai. Na nossa vidinha. De casa para o trabalho. De manhã...o duche, a roupa que te mandei na mala. Dobrada. Passadinha a ferro por mim amor no domingo. As camisas a condizer com as calças, arrumadas em sacos plásticos com a etiqueta do dia da semana. As meias todas da mesma cor para não te baralhares porque tu és daltónico amor, o cinto e as boxers que comprei nos chineses naqueles dias à hora de almoço. Depois vais trabalhar. O teu trabalho é muito cansativo amor. Almoças na cantina. Que pena que tenho de não estar aí para fazer-te o almoço todos os dias amor. E ias almoçar a casa comigo amor. E era tão bom. Se calhar até tomávamos um cafézinho os dois como fazemos no sábado. Lês a Bola e vês aqueles homens todos quase despidos amor. Nunca percebi porque nunca lês a Bola ao pé de mim amorzinho. E regressas novamente ao escritório. Se eu tivesse computador tu escrevias-me não é amor? No teu escritório tens internet. Cá em casa não. E depois sozinho para jantar. Ainda bem que a senhoria é prestável amor e te faz a sopa todas as noites. Ainda um dia tenho que ir conhecer essa senhoria. É pena que nao tenha telefone para falarmos os dois depois da novela. Sei que não gostas que te ligue à noite não é? Eu não ligo amor. Eu deito-me cedo, tu sabes não sabes amor? Desejando que venha sábado para tu chegares e irmos ao mercado. Os dois amor. Para comeres as minhas comidas, irmos até casa de minha mãe e eu lhe arrumar e limpar tudo enquanto tu vês televisão no café do vizinho Manuel. Temos que jantar com a minha mãe pobrezinha que só a vemos ao sábado e qualquer dia ela morre e não janta nunca mais. Para dormirmos os dois juntinhos amor. Tu muito cansado e eu também. E acordarmos no domingo eu tratar da tua roupa e ver-te abalar para aí outra vez. Que vida a nossa amor. E eu que de casa para o trabalho vejo tanta gente. E as minhas colegas têm facebook. E emails. E jantam fora umas com as outras. Ainda não te disse amor que sou sindicalizada. Não devia porque dizem que as mulheres dos sindicatos são todas feias. Foi quase sem querer amor. O Eduardo filho da madrinha Heloísa é que me convenceu. Que era bom, que era bom por causa dos patrões. O Eduardo é muito nosso amigo amor. Até já me ajudou a carregar um dia a bilha de gás amor. E subiu só um bocadinho lá a casa. No outro dia à hora do almoço apareceu por acaso no sítio onde almoço sempre amor. Tu sabes amor. E telefonou-me para o escritório amor. Diz ele que eu tenho uns olhos bonitos amor. Vê lá tu. Queria perguntar-me se podia ir com ele escolher uma blusa amor. E eu fui. Quando cheguei a casa já noite escura estava estacionado à porta com um ramo de rosas. E garantiu-me que não lia jornais de homens, que gostava de passear e ver montras. E agora escrevo-te este e-mail porque aqui na casa dele temos computador e internet. É que todas as coisas estão delicadamente interligadas amor.
quinta-feira, 24 de junho de 2010
quarta-feira, 23 de junho de 2010
é só para dizer que...
...a minha gata tem uma dona muita calaçera (quando este nome me ocorreu mijei-me a rir sozinha, pois já não o oiço há milhares de anos).
terça-feira, 22 de junho de 2010
O sítio onde eu trabalho é um sítio giro, com uma filosofia diferente de todos os sítios que conheço na área. É mesmo um sítio único em Portugal dadas as características que reúne. Eu gosto muito do conceito que lhe está subjacente. Há toda uma lógica, uma estrutura, uma ideia por detrás de.
No sítio onde eu trabalho prevêm-se sempre duas temporadas de programação por ano: a de Inverno e a de Verão e nelas se incluem a apresentação de espectáculos de música, dança e teatro escolhidos pelo programador mediante critérios bem definidos e transparentes o que faz daquele sítio, um sítio com um público muito particular.
No sítio onde eu trabalho desenvolvemos também um programa de formação e criação artística em rede com cinco concelhos da região, sendo ministrados pelos mais destacados criadores nacionais 21 workshops por ano também na área da dança, da música e do teatro.
Em paralelo acolhem-se residências artísticas de criação. Abrem-se as candidaturas, analisam-se as propostas, calendarizam-se as vindas e coreógrafos, bailarinos, encenadores e actores, nacionais e internacionais e sobretudo emergentes, desenvolvem no sítio o seu trabalho. Temos estúdios, material técnico, camas, cozinha, balneários para toda a gente. No final destas residências apresentam-se ensaios abertos à comunidade dando a conhecer o trabalho desenvolvido no sítio.
É muito agradável que ao final do dia as pessoas tenham a oportunidade de ver pequenos esboços de espectáculos. Por isso, em vez de irem logo para casa ou para a esplanada vão até ao sítio onde eu trabalho.
EPÁ, mas hoje. Caramba...hoje o ensaio aberto que vimos...foi...bem...como hei-de dizer... assim...como...assim tipo... tás a ver...enfim...merece um post único.
ensaios abertos / performance
"o superficial do cérebro que têm uma labirintite que faz com que o personagem ficcional que criamos se vá cruzar com os testemunhos recolhidos estes materiais soltos que vamos compor para dar uma noção de narrativa sem saber no entanto se é coloquial ou poética mas que se vai encontrar depois com outro personagem que é o mito do anterior à volta destas três questões centrais a labirintite, o mds e a estratégia de guerra não sei quê no fundo mecanismos de alteração da percepção que queremos incutir no espectador para o deixar barralhado sem revelar muito para que depois de ouvirem os excertos e virem as imagens"....blá, blá, blá...
NÃO PERCEBI UM CAR_ _ _ _!
E era de dança.
E papo com cada um que Valha-me Deus!
E gosto! Gosto desta minha estupidez natural!
Oxalá de vez em quando não os entenda, caso contrário assusto-me comigo própria!
É sinal que já não estou sã!
Há mundos muito à parte!
E a arte... a arte tem que se lhe diga. Puff se tem!
No fim pedi que me tiram-se esta fotografia.
Eis a minha performance.
Gosto especialmente do efeito da sombra.
Ontem...enchi-me de lata e...
Foi fácil e até engraçado. Fui determinada, estendi a mão e disse que me chamava M., que gostava muito de circo e que tinha um pedido especial a fazer: um cartaz para por na minha sala. O senhor foi tão simpático que me ofereceu um mupi com um palhação. Ele insistia que eu devia levar o do homem-bala, mas não o encontrou! Agora... não sei se o plastifique, se o cole assim mesmo.
segunda-feira, 21 de junho de 2010
relações únicas
Muito se tem escrito acerca da relação entre escritores e gatos. Basta colocar ambas as palavras num motor de pesquisa que logo nos surgem várias páginas alusivas ao tema. Há, aliás, até livros publicados sem que, contudo, se consiga explicar a razão de ser desta relação tão simbiótica.
Certo, certo é que a personalidade felina inspirou muitos escritores, poetas e pensadores ao longo dos tempos.
Anton Tchekov, Hermann Hesse, Lewis Caroll, Honoré de Balzac, Alberto Moravia, Jorge Amado, Alexandre Dumas, Charles Dickens são apenas alguns exemplos de criadores apaixonados por gatos.
O musical Cats, encenado na Brodway, resultou de um poema de T.S. Eliot, O Nome dos Gatos.
O célebre poema Ode aos Gatos é da autoria de Pablo Neruda.
Victor Hugo escrevia para os seus gatos num diário.
Jorge Luís Borges deixou-se fotografar inúmeras vezes com a sua gata branca.
Baudelaire, em Fleurs du Mal, dedica três poemas aos felinos.
Ernest Hemingway deixou os seus 50 gatos protegidos em testamento.
E o mais interessante: foi feito um estudo para catalogar os gatos que vivem nas bibliotecas de todo o Mundo (Library Cats Map).
Certo, certo é que a personalidade felina inspirou muitos escritores, poetas e pensadores ao longo dos tempos.
Anton Tchekov, Hermann Hesse, Lewis Caroll, Honoré de Balzac, Alberto Moravia, Jorge Amado, Alexandre Dumas, Charles Dickens são apenas alguns exemplos de criadores apaixonados por gatos.
O musical Cats, encenado na Brodway, resultou de um poema de T.S. Eliot, O Nome dos Gatos.
O célebre poema Ode aos Gatos é da autoria de Pablo Neruda.
Victor Hugo escrevia para os seus gatos num diário.
Jorge Luís Borges deixou-se fotografar inúmeras vezes com a sua gata branca.
Baudelaire, em Fleurs du Mal, dedica três poemas aos felinos.
Ernest Hemingway deixou os seus 50 gatos protegidos em testamento.
E o mais interessante: foi feito um estudo para catalogar os gatos que vivem nas bibliotecas de todo o Mundo (Library Cats Map).
domingo, 20 de junho de 2010
ALMOÇO - à la carte
sábado, 19 de junho de 2010
e-mail 02:09
FILHA,
Porque sei que não pudeste estar presente na homenagem e entrega da medalha da cidade, a título póstumo, ao Figueira Mestre, junto mando algumas notas para tua informação, assim como as fotos possíveis do lugar onde estava a presenciar esta mais que merecida homenagem ao nosso amigo comum.
A qualidade das intervenções e o vídeo apresentado retrataram de uma forma global o homem, o escritor, o bibliotecário, o cidadão e o seu contributo para uma ideia diferente de cidade, em busca de um modelo de desenvolvimento mais moderno, mais humano, mais consentâneo com o tempo presente.
Sobre os intervenientes… lerás noutros locais.
A razão porque também te envio estas notas é porque te quero transmitir duas ou três ideias fortes que me ficaram desta noite, que sei que também te são caras porque com ele colaboraste em diversas ocasiões nomeadamente na revista RODAPÉ também lá muito justamente relembrada.
Assim, retenho além da interessante análise literária dos seus escritos, um apelo para o relançamento da revisa RODAPÉ, a criação de um PRÉMIO LITERÁRIO, um apelo do Baiôa para que a cidade passe a homenagear em vida os que "não é a vida que passa por eles" mas sim os que, nesta terra, "passam pela vida".
Fiquei reflectindo nesta última frase do Figueira, lá referida algumas vezes e parece-me ter encontrado a razão de ser desta atitude: os medíocres não homenageiam os que se dedicam a uma causa, a um projecto, ao estudo de uma forma desinteressada, pois os medíocres ameaçam menos, são sempre menos "perigosos".
A organização esteve óptima, à altura da qualidade que a biblioteca José Saramago, (também lá lembrado esta noite) nos tem habituado, a leitura de textos e demais testemunhos não poderiam ser melhor escolhida.
Seria bom que compilassem as intervenções e testemunhos proferidos.
A exposição está óptima. Retrata uma ideia da produção artística da época do Figueira, acompanhada pela distribuição de um texto escrito por amigos.
Um Abraço
Beijinhos.
NOTA: Às 22h23 de ontem recebi um sms que dizia assim "havias de gostar de estar cá. está a falar um colaborador da rodapé" e como o sms de retorno foi de desilusão o meu pai colocou o seu 96 em cima da mesa e ouvi o discurso em directo.
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