Porque preconizo a equiparação dos direitos civis e politicos das mulheres aos dos homens, EUFÊMEA pode ser um blog feminista. Porque sou admiradora confessa de Catarina Eufémia, EUFÊMEA pode ser considerado um blog reivindicativo, contestatário, lutador. Porque - ainda por cima - sou alentejana e baleizoeira, EUFÊMEA é também um blog isento de eufemismos.
domingo, 13 de setembro de 2009
Alergias psicosomáticas?
sábado, 12 de setembro de 2009
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
quando é que voltamos à normalidade?
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
baralhinho de cartas
Pensei em escrever-te uma carta. Há muito tempo que ando com vontade de o fazer. Gosto de escrever cartas. Gosto de receber cartas. Muito. Gosto de pensar que alguém se demorou a pensar em mim, escrevendo-se para mim. Cartas houve que fizeram História. As que foram sendo trocadas entre amantes eternos, entre grandes cientistas partilhando descobertas, entre políticos definindo estratégias, entre grandes escritores e amigos de sempre. Livros há só de cartas. Compilações de cartas que nos desvendam o quotidiano de gente a quem o tempo tratou, entre o tanto que passou, de transformar em celebridade.Eu tenho uma caixa só com cartas e sei que algures em alguns poucos lugares há também cartas minhas dentro das caixas de algumas pessoas. Escrevi imensas porque há pessoas que me despertam essa vontade. Enviei muito menos que imensas porque as mesmas pessoas me despertam também o medo de ser lida. É que quando escrevemos cartas, mais do que escrevermos a alguém estamos a descrever-nos a nós. Sei isso e temo por isso. O traçar da linha, a rapidez ou brandura das palavras, a hesitação na escolha de uma palavra, o rasurado na opção por outra nada disso esta agora nas novas cartas. As que mais amo são as manuscritas. Revelam-nos e revelam dos outros muito mais. As cartas são fios que queremos manter em ligação, que não queremos nunca deixar cair. O descrever do dia que passou, da noite que está a cair, da paisagem que nos envolve, dos barulhos que ouvimos ou do silêncio que nos abraça, dos cheiros que nos cercam. Esses são os ingredientes de uma verdadeira carta. Por isso esta não o é, na realidade. Não será também um monólogo, um mero exercício de narcisismo auto-esclarecedor. Resulta de uma vontade presa na garganta. De medos à solta na razão. De pensamentos enleados no coração. Alinho-me, assim, nestas linhas porque me sinto presa a linhas tuas. Novelinho a enredar-me. Sinto-me presa ora por uma ponta, ora por outra, ora, ainda por outra. Há palavras tuas que cercam, gestos teus que escuto amiúde. Gosto de ti com muitas das minhas forças. Muitas das minhas forças estão não em ti, nem resultam de ti, mas estão canalizadas para ti. Espreito-te a todo o instante. Sei já esclarecedoramente que ocupas parte da minha vida. Sei que tens em mim e na minha vida um certo lugar, embora não, ainda, um lugar certo. A prova está em que estou a escrever-te e a escrever-me. A prova está em que não temos nome para dar ao que existe entre nós. Por ora talvez não constitua problema a designação, o nome, a palavra capaz de nos ligar. Não é deveras isso o mais importante, por ora, por ora. Mas chegará o dia em que havemos de querer chamar-nos para nos vermos e nos virmos um ao outro e nos faltarão as palavras. Chegará o dia em que é importante dar um sentido a tudo o que temos vindo a ser. Chegará a hora pois que já chegou dentro de mim essa vontade esclarecedora de te perguntar quem sou? E...
domingo, 30 de agosto de 2009
o mundo é composto de "mudanças"
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Meu querido amigo...
Diz também, a tonta, que lhe apetece ouvir velhos e velhas para que lhe contem estórias. Sim assim sem h. Diz que sabe que certas estórias de verdade feitas são parecidas às dos livros ficcionados quando – se formos a pensar bem - devia ser ao contrário já que elas ainda estão por contar.
Ela guardava-as e depois inscrevia-as no papel. Era o que ela mais queria. Diz que não tem jeito para falar e que gosta mais de ouvir, então…
Escritas as letras, as palavras, as frases, as estórias ficam impressas não se apagam prái assim e duram muitos anos, pudemos voltar a relê-las e podemos guardá-las e fazer perpetuar a memória e as recordações e tudo o que uma estória contém. E era mesmo o que ela mais queria. Guardar no papel coisas velhas prestes a definhar. Coisas de pessoas com alma e com vivências.
Ela sabe que vai fazê-lo. Já idealizou dois ou três projectos. Bem…na verdade três projectos. Vai apresentá-los a quem de direito. Vais esperar pacientemente pelas respostas das ditas malfadadas entidades competentes e depois vai abraçá-los e dar-lhe vida e a seguir corpo.
Esta sua muito querida amiga contar-lhe-á tudo um dia em que você queira ouvir. Um dia em que você conheça a sua terra, a sua casa, os seus esconderijos, a sua escola, a sua aldeia, as suas sopas de beldroegas e perceba e sinta o que é o seu alentejo.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
HOJE
Duzentas e trinta e oito post’s o que equivalia a dezanove por mês, em média. Isto se eu tivesse escrito, realmente, todos os meses. O que não foi, de todo, verdade. Escrevia uns dias, não escrevia nos outros. Escrevia uns meses, não escrevia nos outros. Durante muito tempo este blogue não fez completamente parte de mim. E actualmente, às vezes, ainda duvido que faça.
Na realidade, comecei intermitentemente e sem saber bem o que queria fazer dele.
Primeiro publicava umas noticiazinhas sobre Beja, aquilo a que no jornalismo se chamariam umas breves. Secas. Objectivas.
Depois fui alargando o espectro e comecei por introduzir outros temas de âmbito nacional. Assuntos que me preocupavam directamente: os recibos verdes, a precariedade, o desemprego, etecetera.
A seguir, sem deixar de publicar as notícias da minha cidade, passei também a comentá-las, desta feita em tom mais crítico.
E, a seguir ainda, optei por introduzir alguns assuntos de índole mais pessoal, sem que fossem, claro, íntimos.
Agora Eufêmea é o resultado dessa miscelânea. Vive disso: de Beja objectiva, de Beja sob o meu ponto de vista, do país em escala muito apertada e de alguns passos que dou especialmente aqueles que podem ser documentados com fotografia que é um exercício que me interessa praticar.
A todos quantos me visitaram e a todos os que foram deixando os seus comentários o meu muito obrigado!
domingo, 16 de agosto de 2009
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Férias - dia décimo terceiro II
Férias - dia décimo terceiro
Às vezes sou mesmo Lela!
Todos nós somos Lelos pelo menos um dia no ano. E isso consola-me...
Ontem à noite fui Lela porque enviei um sms a um Lelo dizendo-lhe "passei por aqui e lembrei-me de ti". Eh! Eh! que Lela que eu fui.
Hoje fui Lela porque me comeram por tótó, parvinha, néscia, toina. Prometeram-me uma coisa e eu acreditei e fiz boa-fé e pensei que era verdade e afinal...
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Férias - dia décimo segundo
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Férias - dia décimo primeiro
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
INTERREGNO ou porque sou fodida com as datas
a seguir fomos consumidos pela impossibilidade começaram as hesitações os medos os receios de não ser capaz de dar o próximo passo a falta de iniciativa instalou-se apenas me esperavas quando ia ter contigo e fui muitas vezes ter contigo como se caminhasse quilómetros até chegar a ti não sei o que te deu o que nos deu pedias calma e tinhas projectos muitos projectos que não me incluíam deixei de nos ver no futuro estranhei a ambivalência encalhei nos obstáculos refilei tornei-me exigente queria mais queria-te como dantes presente disponível atento atencioso não quiseste assim não foste capaz não soubeste não sei os laços desfaziam-se a distância impunha-se o fosso aumentava e vi-me sozinha e renunciei a ti e várias vezes quebrei e várias vezes reincidi etudo isso durou um ano até ao dia que não houve mais retorno o dia irreversível o dia de hoje há um ano atrás
mas uma história não acaba no jardim do capitel embora possa lá começar e por isso eu perguntava-te como estavas e a tua família e a escola e os outros projectos e convidava-te para jantares comigo tomares cafés comigo evitava o vazio queria preservar algo de bom tinha saudades tuas e fui persistente na procura de um laço a unir-nos para sempre ainda que noutro registo e fui tão persistente que pedi desculpas por sê-lo e descansei em paz e desisti finalmente depois de o ter feito porque tu fugias-me respondias-me mal torto ao lado com aspereza com bruteza com arrogância não soubeste estimar o carinho que ainda nutria por ti e hoje não sobrou nada sequer de nós hoje és como um fruto que colhi verde vi amadurecer e agora está esquecido e vai apodrecendo