quinta-feira, 11 de junho de 2009

Consulta grátis








Sempre achei essa coisa das dietas uma treta! Era ver chegar o Verão e inundavam-se os quiosques com revistas de todas as cores e feitios a proporem, cada qual, a dieta mais sã, mais saudável, mais imediata. Mas...enfim. Entrei nos intas. Nos trintas (entendem?) e, de facto, as alterações hormonais começaram a ditar as suas regras: um pneuzinho aqui, um pneuzinho acolá... Consultei uma nutricionista e hoje dou consulta grátis sobre aquilo que já todos sabemos ou deveríamos saber.

Para começar, devemos evitar:

1) Rissóis, croquetes, empadas, folhados, presunto, linguiça, chouriço;

2) Carne de vaca e de borrego (têm muitas gorduras escondidas);

Depois, devemos:

3) Manter sempre os mesmos horários para comer;

4) Comer várias vezes ao dia (ao pequeno-almoço, a meio da manhã, ao almoço, a meio da tarde e ao jantar);

5) Beber 1 litro e meio de água por dia;

6) Escolher carnes brancas (perú e frango) e carne de porco só das febras, do lombo ou das costeletas (nada de entrecostos do Pereira);

7) Comer ou arroz ou massa ou batata ou pão, ou seja, hidratos de carbono apenas um por dia e uma só vez;

8) Comer sempre sopa ao jantar e ao almoço;

9) Abusar (pelos menos aqui) dos legumes cozidos, da fruta, das saladas e do peixe (qualquer um).

Não é dificil!




Alentejo ou Algarve? Odeceixe. Primavera.

Preencha o quadro e ganhe uma viagem


Preciso da colaboração dos leitores para preenchimento deste quadro. Trata-se de conseguir "adivinhar" no caso de lhe parecer óbvio, descarado e evidente quem preenche os ditos 89 lugares em aberto na Câmara Municpal de Beja.
Eu arrisco dar aqui alguns exemplos. E sei que vou acertar. Os concursos já abriram, houve N candidaturas, ainda não se realizaram as provas, mas eu sei quem vai ocupá-los.
Gabinete de Informação e Relações Públicas/Técnico Superior/Sociologia/Rui Mateus;
Gabinete de Informação e Relações Públicas/Assistente Técnico/Comunicação/ Paulo Bernardino;
Gabinete dos Assuntos Sociais/Assistente Técnico/Animação Sociocultural/Ana Raquel Tareco;

Consulte o mapa no site da Autarquia e preencha você mesmo.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

O povo é sereno, mas prega barreno!

Que abram os concursos só no final do mandato já tem que se lhe diga! Aliás, tem que se lhe pergunte: como trabalharam durante quatro anos com falta de tanta gente quase uma centena de pessoas?
Que venham fazer alarde disso na Rádio Voz da Planície também já não cai nada bem, porquanto os ditos concursos já eram públicos uma vez que foram publicados em Diário da República!
Que para além disso se dêm ao trabalho de fazer disso nota de imprensa divulgando-a para órgãos de comunicação de âmbito nacional e que estes a reproduzam como sendo uma verdade aboluta, é o maior dos disparates!
E como se não bastasse ...que venham difundir a medida como sendo um paliativo para desempregados, isso então, isso então, é que já é mesmo gozar connosco.
Senhor presidente da Câmara Municipal de Beja e senhores Vereadores da Câmara Municipal de Beja o povo é sereno mas - atenção - prega barreno!
Então a listagem intitulada "mapa de pessoal 2009 caracterização dos postos de trabalho a preencher" publicada no site da Autarquia e que faz referência a 89 lugares não nos diz, por si só, que os mesmos jamais poderão ser destinados a desempregados? Basta lê-la com atenção para perceber!
Postos a concurso por fases, sendo a primeira das quais a 11 de Maio último, e a seguinte também ainda no decorrer desse mês, esses lugares vêm agora ser publicitados como uma benesse? Uma ajuda? Um favor aos bejenses? Uma medida contra o desemprego?
Oitenta e nove lugares destinados a pessoas que já se encontram a prestar serviços na Câmara em regime de portaria, de programas ocupacionais e de recibo verde? TENHAM PACIÊNCIA!!!

Feriados? Férias? Vá moços!




Nos "trás quintais" da minha casa, ou melhor, da casa onde passo férias, acontece um baile. Hoje, quarta-feira, quinta, sexta, sábado e domingo. Cinco dias em beleza! Ele é ranchos folclóricos, ele é karaoke e toda a espécie de música dançavel. Mas ele é também caracóis, sardinhas e tudo o mais que lhes aprover. Quem é que consegue descansar assim?

"Eu gosto de mamar nos peitos da cabritinha"
seguida de
"Eu quero que você me aqueça neste inverno e que tudo o mais vá pró inferno"
seguida de
"ora zumba na caneca, ora na caneca zumba, o diabo da caneca toda a noite catrapumba"
seguida de
"aperta, aperta com ela"
e de...
Vá moços!Vá!

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Europeias cá na terrinha

Os jornais e as televisões só publicam os resultados por distrito, mas eu queria mesmo, mesmo era conhecer os resultados do concelho de Beja. Onde posso ir pesquisar? Alguém sabe?

Nulos mas criativos

Imagino os responsáveis pelas mesas de voto que, ao final de um cansativo dia de eleições, se debruçam, portas e janelas fechadas, no mais silencioso escrutínio, a contar os votos de cada um dos partidos. Uns mais satisfeitos porque a sua força política vai na frente, outros mais amuados porque a sua força política vai perdendo isso mesmo: força. Tomam notas, apontamentos, contam, conferem. E entretanto, deitam pró lado aqueles que são considerados os votos nulos. Uns sê-lo-ão por iletracia, mas outros - ai imagino - sê-lo-ão por puro divertimento. Cara---das em forte, impropérios, obscenidades, desenhitos daqueles que só vendo, enfim. Ontem 71.135 pessoas em Portugal deram-se ao trabalho de ir votar só para gozar esse momento. O de gozar com as próprias eleições.

PVB - VENCEDOR

Depois da abstenção que rondou os 62,95% o grande vencedor da noite de ontem foi o Partido do Voto em Branco (PVB). E porquê? Porque viu quase, quase que duplicados os seus resultados. Se em 2004 havia conquistado 87.206 votantes, agora, decorridos cinco anos, foram 164.829 os que nele depositaram a "sua cruz" (salvo seja). Isto quererá dizer alguma coisinha, não? Quem me explica esta tendência? Porque não escutei ontem nenhum comentador político falar sobre o tema?

Censurado por não censurar

Um conhecido meu tem um blogue onde comenta a actualidade da sua terra, dos seu concelho. Onde levanta questões acerca da actuação dos bombeiros locais, da gnr local, da autarquia local, entre muitas outras. O blogue começou a ganhar adeptos. Passou a ter muitos visitantes e também muitos comentadores. O blogue do meu conhecido tornou-se polémico. Nele, atrás do anonimato, tudo se dizia sem peias, sem freios, sem filtros. Tanto assim foi que a própria Câmara Municipal proibiu o acesso ao dito.
Mas, alguém fez uma queixa e o meu conhecido foi descoberto pela Polícia Judiciária, pois tinha associado ao blogue um e-mail de um servidor nacional. Não foi difícil, portanto.
Agora vai a julgamento. Hoje ia a julgamento. E porquê?
Não pelos post (comentários) que publicava, mas sim pelos comentários que deixava publicar, leia-se, que não censurava.
Eu serei testemenha neste caso. Compete-me apenas explicar como funciona um blogue e porque não tenho filtragem alguma nos meus comentários.
Devia tê-lo? Quem sou eu para fazê-lo? Cabe-me a mim omitir o que os outros pensam? Cortar? Cercear a opinião alheia? Então não vivemos em democracia? Então não existe liberdade de expresão?
O julgamento foi adiado. Lá mais para a frente darei conta do seu desfecho.

sábado, 6 de junho de 2009

Porquê?





As propostas da campanha Beja Capital não têm eco nos órgãos de comunicação social porquê? E as do BE? E as do PSD? Bem sei que não estamos em período de campanha, mas como eleitora gostava de as conhecer. Além do mais sei que os partidos não estão parados. Estão a trabalhar. É estratégia política? Ou será falta de pluralismo democrático? Não é que tenha dúvidas acerca da força política em que irei votar, mas sim porque é um direito que me assite. Pura e simplesmente.

Ah!Ah!Ah!

quinta-feira, 4 de junho de 2009



Dentro de nós também: crescem árvores.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Militância de última hora


Com isto das eleições à porta, ainda por cima três num só ano, tem sido um corropio para certas personagens cá do burgo. Eles põem-se em bicos de pés, elas calçam os sapatos e as sandálias mais altas e vestem os melhores vestidinhos. Tudo vale para parecer. Parecer bem e aparecer, sobretudo. Nos jantares convívio, nas festas e nos comícios. Em todas as ocasiões públicas.
E ainda as autárquicas não começaram...
O poder local porque tem isso mesmo, poder, faz mexer muita gentinha, mobiliza-a como ninguém porque atrás de cada aparecimento pode sempre estar um favorzinho, uma desenrrascadela, uma emprego, quiça.
Aos militantes e simpatizantes que sempre deram o corpo ao manifesto levanto o chapéu, aos outros...não digo nada, pois metem-me fastio.

terça-feira, 2 de junho de 2009

sem título


maria, madrasta, maquinal, marital, mundial, marsupial, má memória, moratória, misantropa, militar, migrante, milenar...e fecunda e profunda e inclusa e feia e difusa e cortante e gritante e colegial e actual e femme fatal e woman e maria (outra vez) e sem cabeça nem pés.

Sou...



...mais do essencial e menos do acessório.

domingo, 31 de maio de 2009

Passeio de fim de tarde



Apetecia-me que aqueles barcos me levassem para o lado de lá...



...mas fiquei a vê-los ao longe por um "canudo" inventado, quadrado...e continuei por ali caminhando...




...enquanto indiferente a tudo, um indiferente dormia...



...e eu continuei caminhando como Leonor pela verdura, formosa mas não segura.

Louis Stone. Centenário sui generis



De cada vez que telefona para combinarmos o que quer que seja acabamos irremediavelmente por ir ali parar. Telefonamos, trocamos sms’s e responde – previsivelmente – Luís da Rocha.
Um dia irei perguntar-lhe muito directamente porquê? Mas temo que tanta assertividade possa colocar em causa este eminente namoro. Já aprendi com a idade que há coisas que não se discutem, não é assim? Estivera ela já rendida aos meus encantos e eu logo lhe dizia onde é que íamos…
Que graça haverá de namorar num sítio onde empregados nos tratam como se fôramos invisíveis? Eu só queria uma meia de leite, uma torrada e um Sg Ventil, caramba! E sou obrigado a esperar até quase o estômago se me colar às costas porque o senhor que passou “não é desta ala”. O senhor que passou só atende as mesas do lado de lá. Ok! Aguardo.
Ela já tinha comido porque eu – como sempre - atraso-me. Um defeito que já me desculpa, condescendentemente!
O pires do seu mil-folhas repousava ali, ali ficou, o copo e o pires do seu galão repousavam ali, ali ficaram, a chávena do seu café repousava ali, ali ficou! Eu, por acaso até tinha “A Bola” escancarada que ontem foi dia grande para o meu Glorioso e eis senão quando o desprezo por tamanha ousadia perpassou no olhar fulminante do empregado da “minha ala” como que a dizer “onde é que já se viu ler jornal num círculo de 20 cm de diâmetro, então não se sabe que enquanto se come não se lê”? a sua mãezinha não lhe ensinou?”.
Estava eu perdido a adivinhar os pensamentos do meu interlocutor e ele a desesperar com a bandeja na mão. Não fora ela com seus gestos delicados a encavalitar tanta porcelana e eu não teria espaço na mesa para comer.
Finda a comezaina há que tabaquear o caso (a única coisa boa que ainda ali não chegou: a ditadura dos não fumadores) e eis que me apercebo que o incauto homem havia esquecido o maço do Sg.
Não, não fora esquecimento esclarece prontamente o senhor “da minha ala”. O tabaco só se vende ao balcão, acrescenta. Hum! Levantei-me, claro, e lá fui. Pedi para por na conta! Pagaria tudo junto, pois não dispunha ali de trocos. Que disparate! O que eu fui dizer! Não se fazem cá misturas! Leva o tabaco tem que pagar logo!
Querida tens aí uns trocos, preciso de comprar um ventil? Assunto encerrado. Havíamos de acertar essas com outras contas!
Ela tinha coisas a fazer. Faltava pouco mais de meia hora para o fecho das lojas e tinha que ter tempo para escolher o presente. Quanto a mim devia acompanhá-la em tão difícil tarefa! Ok, que alívio! Vamos! O melhor é beber o café num instante. Do outro lado, querido, avisa-me docemente. Ah! Pois sim, do outro lado! Um café, de pé, a despachar, do outro lado. Pronto! Já está! Mas eis que me ocorre uma belíssima ideia que isto de flertar uma moça da província tem destas coisas! É preciso agradar-lhe dez vezes mais que a uma tipa normal… Porque não havemos de levar também uns bolinhos? Tu dás o presente e eu levo uns bolos. Cai sempre bem, acrescentei. Ela anuiu e eu marquei pontos (que bem percebi pelo sorriso que me esboçou).
É então que, pronto a ser gentil e a carregar com carradas de parisienses, pastéis de nata, queijadas e afins, o simpático empregado me conduz, num aceno cortante “ali, se faz favor, no outro lado”. Claro! No outro lado, no outro balcão. É óbvio! Só mesmo um lisboeta distraído como eu não saberia uma coisa destas! Os bolos compram-se no balcão dos sg’s e dos marlboros, dos chupas e das pastilhas.
É evidente que na ala “dos cafés de pé” há comestíveis! Mas empadas e pasteis de carne, claro! Agora bolos! Só mesmo eu distraído como sou não reparei que esta ala, a terceira desta imensidão de café, é a ala dos senhores apressados do café matinal. Dos senhores que abrem cedo a farmácia, a loja dos totolotos, a barbearia, o supermercado. Dos senhores da Caixa Geral de Depósitos, homens de outra geração, mais engravatada e apressada. Também é verdade que nesta ala paira outra “fauna”, mas essa pouco ou nada interfere no negócio. Não precisam de comer. Refiro-me, claro, àquele grupo de ociosos que por ali se arrastam, desprezados, agarrados a outras substâncias de que uma grama diária basta para lhe preencher mais o estômago e a alma que toda a produção do dito café. Estão ali por uma questão de hierarquia social ditada pelo ostracismo e pela hostilidade. Nem todos podemos estar na montra e há coisas que não são dignas de mostrar!
Bom, então lá vou comprar os bolinhos do outro lado. Do outro lado, o tal que é dividido pelos empregados numa e noutra ala, é onde se sentam os estrangeiros, os grupos de senhores bem parecidos, os médicos da terra, os advogados da terra, os senhores professores da terra, as donas das lojas chiques, as senhoras empresárias da terra. Só mesmo um tipo distraído como eu e habituado a lisboas angolanas, moçambicanas e a outras áfricas, um gajo anestesiado pelo stress da metróple que pensa que viu de tudo em metros e autocarros colonizados e onde todos se misturam sem rei nem roque é que não percebe que cada um tem os seus lugares no mundo, na sociedade e, claro, no café. Nada de confusões.
Do outro lado, dizia eu, que era onde ela me havia esperado, sentam-se também os estetas como eu, os diletantes, os artistas e pseudos.
Então e não é que se reparar bem outros tantos há que também lêem jornais. Claro! Apenas pagaram logo depois de comer e tiveram, por isso, direito a que lhe levantassem a colecção de chávenas e pires. Lindos meninos! Paparam tudo, agora já podem ir brincar! Todos os dias recebemos lições e eu tão distraído!
Deste lado, dos bolos e das duas alas, há também os chamados tabuados – para empregar uma linguagem tauromáquica. É aí que está a geração de ouro. Os que de tanto tempo lhes sobrar discutem com a maior das seriedades temas muito importantes, porque os há ali entendidos para cada uma das áreas: da agricultura, ao ambiente, dos transportes à saúde, da economia, à guerra. São os homens das tertúlias políticas, quais vencidos da vida, a antever o pior futuro para o país. Não há barragem, aeroporto e porto marítimo que lhe escape ou não fossem as infra-estruturas da região, ou falta delas, que os empurrou tão cedo para aquela condição de reformados, agora convertidos em reformadores sem pasquim onde editar ideias e propostas tão boas que todos os dias lhe ocorrem.
Não muito longe, os treinadores de bancada, cada qual representante de um dos grandes clubes da bela pátria discutem foras de jogo, expulsões, derbys, assembleias gerais extraordinárias, alienações de património dos clubes e das mulheres divorciadas a quem também medem a altura da saia. É ali que elas estão só para beber a bica da hora do almoço, é ali que estão alguns moços a desfrutar de um adolescente lanche. É ali que descansa quem - em vésperas de festa na aldeia - se abasteceu aos Armazéns Zé Graça. É ali que as moçoilas do cabeleireiro vão – ainda com as batas brancas da kerástace – tardiamente almoçar uma sandes e um café.
E eu para aqui a queixar-me do atendimento, da profusão de balcões, de normas e regras indizíveis e que não estão escritas em lado nenhum. De facto, só um gajo distraído como eu é que não percebe a beleza que há em certas coisas!
Qualquer dia estão a editar folhetos promocionais, a vender merchandising, a enviar convites para as agências de turismo, a incluir a morada e o contacto do Luís da Rocha em roteiros turísticos. Qualquer dia invadem as salas e as alas, começam com softwares modernos para registar os pedidos, arrancam os azulejos e os candeeiros art noveau e aprecem com espelhos da delta, inventam regras de hotelaria, assoma-lhe o marketing à porta giratória e estragam o café da minha moça.

Quando eu a levar a Lisboa, não sei onde havemos de ir. Queria surpreende-la tanto como ela a mim marcando encontros num Luís da Rocha qualquer. Um sítio que tivesse montra para a baixa, limonada caseira, esplanada no Verão. Não tinha que ser tão moderno, só teria que ter uns empregados centenários, uns costumes em desuso, umas regras que só eu soubesse decifrar e, claro, várias alas. Só para a surpreender! Tinha que ser, assim, muito cosmopolita, poliglota, democrático! Mas…não há em Lisboa um sítio tão especial como este!

Em bom - parte II

Hoje José Mário Branco.
Inquietação, inquietação, inquietação...porquê? Não sei ainda...lá,lá,lá

sábado, 30 de maio de 2009

Jornalismo é contar histórias...

Pesquisar a biografia, estudar o tema, entrar no contexto, recuar anos atrás, ler o que já se escreveu, perguntar a quem conviveu. Pensar nas perguntas, nas que os leitores gostariam de fazer, nas que nunca se fizeram, nas que são indispensáveis, nas outras chapa 5. Combinar. Marcar uma hora, um sitio. Começar por uma ponta, desenrrolar o novelo, estar preparada para os imprevistos, as revelações. Gravar tudo. Registar fotografando. Fazer rewind, clicar no play. Again, again, again. Passar para o papel. Em bruto. Limar as arestas, pontuar, acentuar, compor. Reler. Paginar. Imprimir. Distribuir.
Assim... curiosos invisivéis ajudamos a contar uma história deixando que seja ela a contar-se, pegando na mão do protagonista para que nos conduza pela sua vida, escutando-o apenas...

Caracóis e Dazkarieh. Em bom!


Ai linda, ai linda, ai linda! Ai linda aiaiou! Ainda/ainda/ainda não chegou quem te leva aiaiaiou.